sexta-feira, julho 21, 2006
Cacusso

Era fácil sair de mim
e colher o prazer.
Mas conto os dias,
as horas,
os segundos
nem sei para quê.
Acredito, não sei porquê,
que esta angústia,
esta dor,
esta ferida,
se esvai,
se adoça,
se cura.
Que este sentir não dura.
Mas os dias passam,
a angústia aperta,
a dor cresce,
a ferida afunda
e tudo à minha volta
sucumbe cinzento,
sem um alento,
no meu desvario
que me preenche,
me inunda.
Helena Guimarães
sexta-feira, março 03, 2006
Cacusso

Nas noites de insónia
converso contigo.
Questionas a eito
com esse teu jeito.
e eu, como a um amigo,
confio-te ainda
os meus pensamentos,
partilho momentos.
Analisas meus medos,
escutas segredos,
mas não vês o rio
que corre pelas faces,
nem sentes o frio
da falta do abraço.
Este ténue laço
de que tenho uma ponta,
solitária e tonta,
flutua a outra no espaço
sem tua mão, sem teu calor.
Porque nos perdemos, amor?
Helena Guimarães
domingo, junho 19, 2005
Cacusso
Aldeamento 24 horas, Estrada de Catete, Luanda
Nas noites de insónia
converso contigo.
Questionas a eito
com esse teu jeito.
e eu, como a um amigo,
confio-te ainda
os meus pensamentos,
partilho momentos.
Analisas meus medos,
escutas segredos,
mas não vês o rio
que corre pelas faces,
nem sentes o frio
da falta do abraço.
Este ténue laço
de que tenho uma ponta,
solitária e tonta,
flutua a outra no espaço
sem tua mão, sem teu calor.
Porque nos perdemos, amor?
Helena Guimarães