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Vanishing Breed




Este video provém do excepcional canal de katydidscorner no YouTube que merece uma longa visita.

Meditemos...
























Um velho índio descreveu certa vez os seus conflitos internos.

"Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Eles estão sempre a brigar".

Quando lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, reflectiu e respondeu:

"Aquele que eu alimentar"

Os Mandamentos Cherokee...




















Treat The Earth And All That Dwells thereon With Respect

Remain Close To The Great Spirit

Show Great Respect For all Beings

Work Together For The Benefit Of All Mankind

Do What You Know Is Right

Look After The Well-being Of Mind And Body

Dedicate A Share Of Your Efforts To The Greater Good

Be Truthful And Honest At All Times

Take Full Responsibility For Your Actions

I Ask




















I lay down my knife
beside your gun,
And ask . . .
Is it good, that we not fight?


I give you my blanket,
In return for your coat
And ask . . .
Is it good, that we exchange?


I give you my land
In return for your progress
And ask . . .
Is it good, that we advance?


I share with you my beliefs,
In return for your beliefs,
And ask . . .
Why . . .
Is it good that we lose our identity?




Pam Taylor
Cherokee

Tudo está ligado

















"Tudo está ligado,
como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
O que acontece à Terra
recai sobre os filhos da Terra.
Não foi o homem que teceu a trama da vida.
Ele é só um fio dentro dela.
Tudo o que ele fizer à teia
estará fazendo a si mesmo."



Seattle, Chefe das tribos Suquamish e Duwamish

I ask























I lay down my knife
beside your gun,
And ask . . .
Is it good, that we not fight?


I give you my blanket,
In return for your coat
And ask . . .
Is it good, that we exchange?


I give you my land
In return for your progress
And ask . . .
Is it good, that we advance?


I share with you my beliefs,
In return for your beliefs,
And ask . . .
Why . . .
Is it good that we lose our identity?




Pam Taylor
Cherokee

Medite-se...
























"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu da fronteira pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede-me o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por um Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda divida é paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.

Eu também posso reclamar pagamento e juros.
Consta no Arquivo das Índias que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Terá sido isso um saque?
Não acredito porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao Sétimo Mandamento!
Teria sido espoliação?
Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
Teria sido genocídio?
Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirma que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos retirados das Américas!

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de outros empréstimo amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indemnização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALLTESUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho diário e outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, poderemos perguntar:
Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não.
No aspecto estratégico, delapidaram-no nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino a não ser terminarem ocupados pelas tropas estrangeira da NATO, como no Panamá, mas sem Canal.
No aspecto financeiro foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas liquidas, as matérias primas e a energia barata que lhes exporta e prove todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, e nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente temos demorado todos estes séculos a cobrar.

Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo.
Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro fixo de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com perdão de 200 anos. Sobre esta base, e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos os descobridores que nos são devidos 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as quantidades elevadas potência de 300, que supera amplamente o peso total do planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata...quanto pesariam calculadas em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para pagar esses módicos juros, seria como admitir o mais absoluto fracasso financeiro e a demência irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios americanos. Porém exigimos a assinatura de uma carta de intenções que discipline aos povos devedores do Velho Continentes e que os obrigue a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permita entregar suas terras, como primeira prestação da divida histórica... ".




Guaicaípuro Cuatemoc


Discurso irónico, cáustico e de exactidão histórica, proferido por Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central, na Conferência dos Chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em 2002, em Madrid.

I am he



























I am he
that cares too much
and allows this world to penetrate.
I am the man
that loves too deeply,
while others merely perpetrate.
Do you see this man
or the boy inside,
with emotions to great
and plentiful to hide?
They've shorn my hair
and crushed my pride.
Taken my land
and my wife from my side.
A man of honor,
whose spirit remains free
with love to give,
but finding none that need.
So take the hand
of a distant Crow child
and with the Spirit of my fathers,
the wolf will run wild.



Robert Ellis

Wise words





















Teach your children Love
Teach them the meaning
Take the time out to talk
Listen with open mind
See them with you eyes opened wide

Give your children Love
Hold them close when they cry
Let them show you what they know
Walk with them on the right path
Lead them to a world of wonder

Thank the Creator everyday for sending them
They are his gifts to us all
Treasure them as you would finest jewels
Show them all the trust you can share
In turn they will give you all the care
What you give to them will be returned




Noksi Tsula aka TSULANOKSI

Call To The Four Sacred Winds


























I call to the East, where the Father ascends
to all Mother Earth where life begins.
I fly through the cedars, pines, willows, and birch
as animals below me wander and search.

I call to the South, to the land down below.
Turtle stands silent, as man strings his bow
to hunt food and fur for his kin before snow.
A life will end so others will grow.

I call to the North, that yansa once knew.
I follow their path til it disappears from view.
Once vast in number, there stand but a few.
I hear only ghost thunder of millions of hooves.

I call to the West, to the ends of the lands,
to the Tsalagi, Kiowa, Comanche ... all bands.
Unite for the strength. Teach the young and demand
that you are Native Americans. Learn your tongue and stand.

My name is Freedom... I fly through this land.
I call to the Four Sacred Winds of Turtle Island.





Spirit Wind
(Pat Poland)

When The Indians Cry


.. Posted by Picasa





Babe tell me where
Will you sleep tonight
For there's such a pain in my heart
And I've got a flame
That's dying inside
And I feel that we'll soon have to part


When the indians cry
And the eagles die
Cos the winds of change blow again
Then I'll know that you
Turned the world into blue
And my tears will fall like the rain


Love can be so cruel
When the light of hope is gone
I know cos I felt it before
In the desert of fear
I can hear this old song
Of a love that won't live anymore


When the indians cry
And the eagles die
Cos the winds of change blow again
Then I'll know that you
Turned the world into blue
And my tears will fall like the rain


When the indians cry
And the eagles die
Cos the winds of change blow again
Then I'll know that you
Turned the world into blue
And my tears will fall like the rain


Then I'll know that you
Turned the world into blue
Then I'll know that you
Turned the world into blue
And my tears will fall like the rain




Vanilla Ninja
In Traces Of Sadness


Tears























As I stand on my Mountain
and throw my head back to the sky
and the tears in my eyes
flow freely
into my ears
and down my neck
as I cry to the Grandfathers
release me please
from this enormous pain

and the Winds whistle
and blow around me
trying to comfort this loss
and remind me
that in this pain
I am not alone

yet calling forth all that is
to comfort me
to hold me close in this
my greatest time of need
to support me
and hold my aching body

hold me Grandfathers
for I am weak and alone
cut off from all I hold dear
hold me in this agony and loss
hold this heart which cries out
for what is gone and can never be again

I reach my arms out to hold you
please hold these empty arms Grandfathers
fill them with the love I have known
and can not share now
fill me with what I know to be your love

fill me with the love of my People
who have known this pain
fill me Grandfathers
fill me again



Crys The Tears/Dreamwalker~Lakota

I Am Spirit

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The Spirit of the Mountain, By Maria Célia Silva em Digitalarte - MC




I am the Spirit that years to feel the pureness of a winter snow
I am the Spirit that howls when then wind is blowing
I am the Spirit that brings forth the sacredness of a Hot Springs bath
I am the Spirit that searches for the sacred path

I am the Spirit that sends our winged brothers up high
I am the Spirit that falls as a tear from a child's eye
I am the Spirit that holds love in its arm
I am the Spirit that stands to protect the people from harm

I am the Spirit that grows with our brother and sister trees
I am the Spirit of the howl for the wolf that runs free
I am the Spirit that flows from a mountain spring high
I am the Spirit that sparkles in the midnight sky

I am the Spirit that lives in the stones of Mother Earth
I am the Spirit of newness that come in birth
I am the Spirit past, present, and what will be
I am the Spirit that travels from sea to sea

I am the Spirit of fire that warms ones soul
I am the Spirit of darkness in the deep deaths of a hole
I am the Spirit that keeps the songs of the past
I am the Spirit that says 'remember' so the songs will last

I am the Spirit of horse that runs through the land
I am the Spirit of buffalo destroyed by mans hand
I am the Spirit of the tipi standing proud for all to see
I am the Spirit of imprisoned warriors that yearn to be free

I am the Spirit of Creator who hears my prayers on high
I am the Spirit of Mother Earth who now has tears in her eye
I am the Spirit of the drum, the heartbeat of the land
I am the Spirit of dance where sacred feathers are held in ones hand

I am the Spirit of mist that brings forth the rainbow arched high
I am the Spirit of beauty so great all who look will stand in awe and sigh
I am the Spirit of the ancients that guide us in all things
I am the Spirit of humming bird searching for nectar in the spring

I am the Spirit that lives and survives in all things

I am Spirit




By John Three Eagles Fly Walden

Talvez Sejamos Irmãos

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“Talvez Sejamos Irmãos” – Carta resposta do Chefe Índio
Seattle à proposta de aquisição das terras onde
vivia a sua tribo ao Presidente dos Estados Unidos da
América, Franklin Pierce – 1854.


Os Índios Duwamish habitavam na zona norte do actual estado de Washington, cuja capital Seattle tem o nome do Chefe Índio que proferiu o discurso, conhecido como a Carta do Chefe Índio, que é considerada como um dos mais belos manifestos ecológicos. Após a cedência das terras os índios Duwamish migraram para a reserva Port Madison onde está sepultado o Chefe Seattle.



"O Grande Chefe de Washington comunicou-nos o seu desejo de comprar as nossas terras. O Grande Chefe assegurou-nos também da sua amizade e de quanto nos preza. Isso é muito generoso da sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade.

Porém, vamos considerar a sua oferta, pois sabemos que se o não fizermos, o homem branco virá com armas e tomará as nossas terras.

Mas, como pode comprar ou vender o céu e o calor da terra? Tal idéia é estranha para nós. Se não somos os proprietários da pureza do ar ou do resplendor da água, como podes comprá-los a nós?

Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada clareira e cada zumbido de insecto são sagrados nas tradições e na memória do meu povo. A seiva que corre nas árvores transporta consigo as recordações do homem de pele vermelho. O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morto vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem a beleza desta terra, pois ela é a mãe do homem de pele vermelha. Somos parte destas terras como elas fazem parte de nós.

As flores perfumadas são nossas irmãs; o veado, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, as seivas das pradarias, o calor que emana do corpo de um pónei e o próprio homem, todos pertencem à mesma família.

Assim, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos reservará um lugar em que possamos viver confortavelmente e que será para nós como um pai e que nós seremos seus filhos. Vamos considerar a sua oferta de comprar a nossa terra, embora isso não seja fácil, pois esta terra é sagrada para nós.

A água cintilante dos rios e dos regatos não é apenas água, é o sangue dos nossos antepassados. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e deverás ensiná-lo aos teus filhos e fazer-lhes saber que cada reflexo na água límpida dos lagos fala do passado e das recordações do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, matam-nos a sede, transportam-nos nas canoas e alimentam os nossos filhos. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar e ensinar aos teus filhos que os rios são nossos e vossos irmãos, e terás de dispensar-lhes a bondade que darias a um irmão.

Nós sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um pedaço de terra vale o mesmo que outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mais sua inimiga, e depois de a conquistar prossegue o seu caminho. Deixa para trás as sepulturas dos seus antepassados e isso não o importa. Apodera-se das terras dos seus filhos e isso não o inquieta. Ele considera a terra, sua mãe, e o céu, seu irmão, como objectos que podem ser comprados, saqueados ou vendidos como ovelhas ou miçangas cintilantes. Na sua voracidade arruinará a terra e deixará atrás de si apenas um deserto.

Não sei. Nossos caminhos diferem dos vossos. As vossas cidades ferem os olhos do homem de pele vermelha. Não há lugares calmos nas cidades do homem branco. Não há sítios onde se possa ouvir as folhas a desabrochar na primavera ou o zunir das asas dos insectos. O barulho que tudo domina ofende os ouvidos do homem de pele vermelha. Para que serve a vida se um homem não pode escutar o grito solitário do noitibó ou a lengalenga nocturna das rãs à volta de um pântano ? Sou um homem de pele vermelha e não compreendo, talvez porque os homens de pele vermelha são selvagens e ignorantes. O índio prefere o suave sussurro do vento roçando a superfície de uma lagoa e o perfume do ar lavado pela chuva do meio-dia ou carregado do aroma dos pinheiros.

O ar é precioso para o homem de pele vermelha, porque todas as criaturas partilham a mesma aragem: os animais, as árvores, o homem todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece indiferente ao ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se vendermos as nossas terras, deverás recordar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte o seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu o primeiro sopro de vida ao nosso antepassado recebe também o nosso último suspiro. Se vendermos as nossas terras, deverás conservá-la como um lugar reservado e sagrado, onde o próprio homem branco possa saborear o vento perfumado pelas flores da pradaria.

Assim pois, vamos considerar a oferta para comprar a nossa terra. Se decidirmos aceitar, será com uma condição: O homem branco deverá tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo outros costumes. Eu vi milhares de búfalos a apodrecer na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia de um combóio em movimento. Eu sou um selvagem que não compreende que o cavalo de ferro fumegante possa ser mais importante do que o búfalo que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossa vida.

O que seria do homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais não tarda a acontecer ao homem. Todas as coisas estão relacionadas entre si.

Deverão ensinar aos vossos filhos que o chão debaixo dos seus pés é feito das cinzas dos nossos antepassados. Ensinem aos vossos filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão é sobre eles próprios que cospem.

Uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si.

Tudo o que acontece à terra acontece aos filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a teia da vida, ele não passa de um fio da teia. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Mas nós vamos considerar a vossa oferta e ir para a reserva que destinais ao meu povo. Viveremos à parte e em paz. Que nos importa o lugar onde passarem os o resto dos nossos dias ? Já não serão muitos. Ainda algumas horas, alguns invernos e não restará qualquer dos filhos das grandes tribos que viveram outrora nestas terras, ou que vagueiam ainda nas florestas. Nenhum estará cá para chorar as sepulturas de um povo tão poderoso e tão cheio de esperança como o vosso. Mas porque chorar o fim do meu povo ? As tribos são constituídas por homens e nada mais. E os homens vão e vêm como as vagas do mar.

Nem o próprio homem branco pode escapar ao destino comum. Apesar de tudo talvez sejamos irmãos, veremos. Mas, nós sabemos uma coisa, que o homem branco talvez venha a descobrir um dia, o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus dos homens e a Sua misericórdia é a mesma para o homem de pele vermelha e para o homem branco. A terra é preciosa aos olhos de Deus e quem ofende a terra cobre o seu criador de desprezo. O homem branco perecerá também e, quem sabe, antes de outras tribos. Continuem a macular o vosso leito e irão sufocar nos vossos desperdícios.

Mas na vossa perdição brilhareis em chamas ofuscantes acendidas pelo poder de Deus que vos conduziu e que, por desígnios só por Ele conhecidos, vos deu poder sobre estas terras e sobre o homem de pele vermelha. Este destino é para nós um mistério. Não o compreendemos quando os búfalos são massacrados, os cavalos selvagens subjugados, os recantos secretos das florestas ficam impregnados do odor de muitos homens e as colinas desfiguradas pelos fios falantes. Onde está a floresta virgem ? Desapareceu. Onde está a águia ? Morreu. Qual o significado de abandonar os póneis e a caça ? É parar de viver e começar a vegetar.

É nestas condições que vamos considerar a oferta da compra das nossas terras. E se aceitarmos será apenas para ficarmos seguros de recebermos a reserva que nos prometeram. Talvez aí possamos acabar os nossos dias e quando o último homem de pele vermelha tiver desaparecido desta terra, e a sua recordação não for mais do que a sombra de uma núvem deslizando na pradaria, estes lugares e estas florestas abrigarão ainda os espíritos do meu povo. Assim se vendermos as nossas terras amai-as como as temos amado e cuidai delas como nós cuidámos. E com toda a vossa força e o vosso poder conservem-na para os teus filhos e amem-na como Deus nos ama a todos.

Sabemos uma coisa: o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele ama esta terra. O próprio homem branco não pode fugir ao mesmo destino. Talvez sejamos irmãos, veremos.



Chefe Seattle
Tribo Duwamish

I Am Your Mother



I am your Mother, do you not hear my heart beat,
Can you not feel the love I send;
Was not the air you breathed, my scent so sweet,
Is my pain hard for you to comprehend.


Upon my body snow lays soft and white,
Beneath my skin the future sleeps;
My blood flows to nurture and delight,
Into the ground it deeply seeps.


Mountains tall, clouds wreath my crests,
Rolling hills once wooded thick;
Gentle prairies too were once lush with grass,
Where did my bounty go so quick.


Sandy beaches and rock girded shore,
Where ocean waters sweep and crash;
A land of beauty, once so pure,
Marred by man's actions heedless and rash.


All this beauty was yours to behold,
Your duty was to love, cherish and protect;
Feel my anguish, the pain in my soul,
All I asked was your respect.


I am your Mother.


by Wazi Nagi, 'Pine Tree Soul'

Lenda Sioux



Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:

- Nós amamos-nos e vamos casar. Mas amamos-nos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Há uma coisa a fazer, mas é uma tarefa muito difícil e de sacrifício. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura e partiram para cumprir a missão. No dia estabelecido, á frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves.
O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.

- E agora, o que faremos? Perguntaram os jovens.

- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.

Fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se ferirem. Então o velho disse:

- Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a ferir-se um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.

Liberte a pessoa que ama para ela possa voar com as próprias asas.

Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas. A lição principal é saber que somente as pessoas livres serão capazes de amá-lo como você quer e merece.
Respeite também as suas vontades e voe em direcção às realizações da sua vida. Tenho certeza de que, ao ser livre, encontrará pessoas felizes que adorarão voar ao seu lado.



Shinyashiki

Yeha Noha (Desejos de Felicidade e Prosperidade)





AH-UH NAYAH OH-WA OH-WA
SHON-DAY OH-WA OH-WA
SHON-DAY CAN-NON NON NOHA (NOHA)

AH-UH NAYAH OH-WA OH-WA
SHON-DAY OH-WA OH-WA
SHON-DAY YEHA-NOHA (NOHA)

AH-UH NAYAY TOR-SHNA NENA-NAY-YAYAH
NENA-NAY-YAY YEHA-NOHA (NOHA)
AH-UH NAYAY TOR-SHNA NENA-NAY-YAYAH
YEHA-NOHA (NOHA)

NEE-YOH-WAH NEE-YOH
NEE-YOH-WAH NEE-YOH

AH-UH NAYAH OH-WA OH-WA
SHON-DAY OH-WA OH-WA
SHON-DAY CAN-NON NON NOHA (NOHA)

AH-UH NAYAH OH-WA OH-WA
SHON-DAY OH-WA OH-WA
SHON-DAY YEHA-NOHA (NOHA)

AH-UH NAYAY TOR-SHNA NENA-NAY-YAYAH
NENA-NAY-YAY YEHA-NOHA (NOHA)
AH-UH NAYAY TOR-SHNA NENA-NAY-YAYAH
YEHA-NOHA (NOHA)


Música da Nação Navajo


Canyon Song

Imagem daqui


I live deep within
Steep canyons,
That cradle sparkling creeks,
Where trees and bushes
Garment the hillsides
In a million shades of green.
When I walk the ridge
Early in the day
I keep company
With squirrel, fox and deer.

Osprey call down the canyon
As the morning sun
Turns the treetops silver.

I stand high above Elk Creek
A song teases itself
Into my awareness.

I wait.

Far down the canyon
It begins.

A sound like rushing water.

From miles away,
It begins to build.

It starts at the mouth
Of Elk Creek,
Where it joins the Klamath River.

The sound holds me.

Far in the distance
The trees begin to dance.

Wind!

That's the sound,
The song I hear.

Here it comes
Up the canyon.

Sweeping along,
Swaying the trees,
Sight and sound merging.

Crescendo.

A
Forest
Orchestra
Plays just for me.

Loud the song of wind and trees
Swirling around and through me,
Coming up the canyon.
I am in awe.

For long moments
I am the chorale,
And then it's past
Moving up the Canyon,
Fading into the distance.

Diminuendo.

I stand alone
Humbled by the gift
Of these precious moments;

To be awake and aware,
To catch
The Canyon's Song.


Judi Armbruster
Poet from Karuk Tribe of California

Oração Sioux




Grande Espírito!


Voz que eu escuto nos ventos
E o sopro que dá vida
a todo esse mundo,

Eu sou pequeno e frágil.
Necessito de sua forçae sabedoria.
Deixe-me andar por entre a beleza.

E faça que meus olhos captem
sempre o por do sol
vermelho e violeta.

Faça com que minhas mãos
respeitem as coisas que produz
E meus ouvidos precisos
para ouvir sua voz.

Faça-me sábio
Para que eu possa entender as coisas
que você ensinou ao meu povo

Deixe-me aprender as lições
que você escondeu
em cada folha e pedra.

Eu busco força.
Não para ser melhor
do que meu irmão,

Mas para lutar contra
meu maior inimigo,
o meu próprio eu.

Faça-me de todas as maneiras
estar sempre pronto
Para chegar a você
com minhas mãos limpas e olhos directos.

Assim quando a vida esmaecer,
como o por de sol que se esvai
Meu espírito possa vir a você,
sem vergonha.


Earth Lessons


.. Posted by Hello


Earth teach me quiet,
as the grasses are still with new light.

Earth teach me suffering,
as old stones suffer with memory.

Earth teach me humility,
as blossoms are humble with beginning.

Earth teach me caring,
as mothers nurture their young.

Earth teach me courage,
as the tree that stands alone.

Earth teach me limitation,
as the ant that crawls on the ground.

Earth teach me freedom,
as the eagle that soars in the sky.

Earth teach me acceptance,
as the leaves that die each fall.

Earth teach me renewal,
as the seed that rises in the spring.

Earth teach me to forget myself,
as melted snow forgets its life.

Earth teach me to remember kindness,
as dry fields weep with rain.


Author Unknown