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Um nome


.. Posted by Hello


Plantei um nome entre as sementes raras
Que germinam na seiva do meu canto
E tu nasceste, como nascem as rosas,
Já sabendo quem são e a quem destinam

A ventura de amá-las e colhê-las.
Aspirei os odores que anunciam
O destino de amores que amanhecem
Na alegria das pétalas que se abrem.

Falei teu nome quase num murmúrio
E a brisa o trouxe, muito suavemente,
Como um segredo apenas revelado,

De volta ao sonhador que o semeara
Na esperança de um dia receber
Tudo o que não me dás, mas eu mereço.


Luiz Bello

Os amores que quero (e os que não quero)


.. Posted by Hello


Não quero mais saber se vais cumprir
Ou renegar,
As promessas que leio em teu olhar.

Também não quero mais compreender
Ou desvendar,
Os segredos que moram em teus silêncios.

Sei que há verbos de amor que conjugamos
Ou calamos
E bravuras de amor que não ousamos.

Mas sei também que o amor pede firmeza
E clareza
Em todos os tempos e modos que conjuga.

Não quero mais o amor de compromisso
Tão omisso
Nas liberdades que sempre anuncia.

Também não quero o amor instituído
Do marido,
Vítima inerme da monogamis.

Eu quero o amor sinfônico dos grilos,
Que mobilizam orquestras estridentes
Para encantar e amar suas nubentes.

Quero o amor triunfal dos pirilampos
Que iluminam o seu mundo e suas vidas,
Para atrair as suas preferidas.

Eu quero o amor trivial dos namorados
Liberto ou não, secreto, proibido,
Talvez proscrito ou amaldiçoado
Pelas forças que regem, ou que oprimem
As travessuras líricas do homem.

Eu quero amar, como a palavra indica,
Com a mais completa naturalidade.
Eu quero, enfim, viver, inteiramente,
Aquilo que o amor significa.

Luiz Bello

Eu


ngc3603 Posted by Hello


Dois mistérios repousam em minha mente,
Unidos no episódio de uma vida,
Ela própria um mistério
Em sua origem.

Olho o céu estrelado sobre mim
E Kant me assegura que sou dois:
Fragmento animado de algum astro
E centelha perdida de algum deus.

Quem me fez, decidiu que, além de ser,
Eu tivesse a virtude da razão,
Guardando dentro de mim as leis morais

À espera do dia em que meu corpo
Ficará no planeta de onde é
E a razão voltará para o Infinito.

Luiz Bello