quinta-feira, março 30, 2006
Cacusso

O meu olhar cai sobre ti
como água fresca de Verão
desliza sobre o teu corpo
possuindo-te no abandono
Tudo em ti é fascínio
porque tudo exclusivamente
os cabelos, o brilho dos olhos
os lábios, pétalas rosa
a sombra que desliza dos seios
e o tesouro intímo e mágico
que ocultas tão meigamente
na elevação planetária de deusa
O meu olhar cai sobre ti
perpassando corpo e essência
suave, ternamente, comendo-te
Derivas para dentro de nós
realizas não haver distâncias
quando assim somos encontro
vivendo este morrer e nascer
entre suspiros feitos gemidos
tão loucos tão sentidos
Manuel Martins Gaspar Tomé
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Cacusso

de todas as pradarias
Senhor
dirigida a Vós,
uma súplica,
uma prece,
ecoará como um grito,
E o meu relincho
Relincharei.
erguendo as patas para o céu.
pararei à beira de abismos,
não cairei nas profundezas;
Por vossa providência
especialmente para mim.
sentir o Sol nascer,
cheirar os verdes, amarelos e vermelhos;
as brisas da Primavera!
aspirar pelas narinas frementes
aquecer-me com o frio,
por essa vasta imensidão;
Deixa o meu espírito partir de madrugada
salpicada de malmequeres e de papoilas também.
correndo à desfilada pela pradaria,
Oh, Senhor! Deixai-me ser como cavalo branco
Sonho de Liberdade (*)
Manuel Martins Gaspar Tomé(*) Este poema lê-se quer de baixo para cima, onde se encontra o título,
quer de cima para baixo
quinta-feira, junho 16, 2005
Cacusso


A tua boca rosa
húmida e exótica
é um porto de sonho
onde meu corpo de navio
lança a âncora do desejo
A tua boca rosa
macia, quente, preciosa
carnuda de tanta loucura
solta no meu peito
um milhão de cavalos
em desenfreado galopar
A tua boca rosa
fofa, doce, langorosa
quando beija ou toca
dá-me calor
arrepios, frémitos
ânsias, tonturas
sentindo-me eu desfalecer
e sempre na tua boca rosa o
utras tantas vezes renascer
A tua boca rosa...!
Manuel Martins Gaspar Tomé
quarta-feira, janeiro 19, 2005
Cacusso

..

de todas as pradarias
Senhor
dirigida a Vós,
uma súplica,
uma prece,
ecoará como um grito,
E o meu relincho
Relincharei.
erguendo as patas para o céu.
pararei à beira de abismos,
não cairei nas profundezas;
Por vossa providência
especialmente para mim.
sentir o Sol nascer,
cheirar os verdes, amarelos e vermelhos;
as brisas da Primavera!
aspirar pelas narinas frementes
aquecer-me com o frio,
por essa vasta imensidão;
Deixa o meu espírito partir de madrugada
salpicada de malmequeres e de papoilas também.
correndo à desfilada pela pradaria,
Oh, Senhor! Deixai-me ser como cavalo branco
Sonho de Liberdade
Manuel Martins Gaspar ToméP.S. do autor : Este poema, começa pelo...fim - que é onde se encontra o título. É assim, dois poemas, num só