Hoje sou... «Lelo»... Vejam só as T-Shirts!!!

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"Che" Mourinho

O que se descobre por !!...
Surpresa??
Não gostam??
Há também de Collina, Moahamed Al-Sahaf ou Saddam...
É só escolher!!

Lágrima




" Quizera ser lágrima para nascer en tus ojos y morir em tus lábios... "

Manuel Balbontin Arana

Humus de Amanhã

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Não quero que vejas
nem sintas
a dor que me amargura;
Não quero que vejas
nem vertas
as lágrimas do meu pranto.
Deixa que eu chore
as mágoas e as desilusões;
deixa que eu deambule;
deixa que eu pise
a calidez do chão desta terra
e o regue até com o meu suor;
deixa que me toste
sob este sol inóspito
que me dardeja o lombo sempre arqueado...
Este penar
é o resgate da esperança
que em ti alço!
Este penar
é a certeza do amanhã que vislumbro
na tua ainda incipiente idade!
Não quero que vejas
nem sintas
meu tormento
ele é o húmus do Homem Novo


Juvenal Bucuane

O dia que abalou o mundo




"Nunca o demónio do terror espalhou por toda a terra, com tamanha força e rapidez, o arrepio do medo...", escreveu Goethe, o famoso poeta alemão, no mês de Novembro de 1755.

Perfazem-se amanhã, dia 1 de Novembro, 250 anos sobre um das maiores catástrofes naturais de que há memória em toda a história da Humanidade: o terramoto de Lisboa, considerado a primeira catástrofe global.

Metamorfosis




Era un cautivo beso enamorado
de una mano de nieve que tenía
la apariencia de un lirio desmayado
y el palpitar de un ave en agonía.
Y sucedió que un día,
aquella mano suave
de palidez de cirio,
de languidez de lirio,
de palpitar de ave,
se acercó tanto a la prisión del beso,
que ya no pudo más el pobre preso
y se escapó; mas, con voluble giro,
huyó la mano hasta el confín lejano,
y el beso, que volaba tras la mano,
rompiendo el aire, se volvió suspiro.


Luis G. Urbina

Um Dia de Domingo




Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento
Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo
Te encontrar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir a emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer
Como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração


Gal Costa

Aranjuez, Mon Amour





Mon amour, sur l'eau des fontaines, mon amour
Ou le vent les amènent, mon amour
Le soir tombé, qu'on voit flotté
Des pétales de roses

Mon amour et des murs se gercent mon amour
Au soleil au vent à l'averse et aux années qui vont passant
Depuis le matin de mai qu'ils sont venus
Et quand chantant, soudain ils ont écrit sur les murs du bout de leur fusil
De bien étranges choses

Mon amour, le rosier suit les traces, mon amour
Sur le mur et enlace, mon amour
Leurs noms gravés et chaque été
D'un beau rouge sont les roses

Mon amour, sèche les fontaines, mon amour
Au soleil au vent de la plaine et aux années qui vont passant
Depuis le matin de mai qu'il sont venus
La fleur au coeur, les pieds nus, le pas lent
Et les yeux éclairés d'un étrange sourire

Et sur ce mur lorsque le soir descend
On croirait voir des taches de sang
Ce ne sont que des roses !
Aranjuez, mon amour



Richard Anthony

Amigos




Amigos são flores que rego à medida das necessidades.
Que abraço forte, sem cercear a liberdade.
Que amo sem esperar reciprocidade.
Amigos são jóias raras e a qualquer sinal respondo com meu amor que é sempre
incondicional!

Fomos amigos...
Hoje, após doença renal grave, perdi-te, amigo!

A homenagem a um grande companheiro - o «Marradinhas»!

Avisem o Papa




Ano 1981

1. Príncipe Carlos casou
2. Liverpool foi Campeão Europeu
3. Morreram dois Papas.


Ano 2005

1. Príncipe Carlos casou (outra vez...)
2. Liverpool foi Campeão Europeu (outra vez...)
3. O Papa morreu.

Já sabem... se o Príncipe Carlos quiser casar outra vez e o Liverpool estiver na final da Liga dos Campeões...

...AVISEM O PAPA !

Idealiza o Teu Sonho




Não importa a tua idade,
idealiza um grande sonho,
tão grandioso como o céu.

Que o teu sonho transcenda o teu corpo,
que suba e cresça e se expanda além;
como resplendor, preencha o Universo
e se transforme em asas misteriosas
que te levem a um mundo bem mais alto.

Nas asas do sonho,
os jovens avançam e os velhos se renovam.
Não retenhas as asas do teu sonho.

Imagina a tua grandeza.
Não receies subir demasiado alto,
não hesites, não retrocedas,
não te diminuas a ti próprio.

Ao abrires as asas do sonho,
ultrapassas os limites do corpo.
Ainda que o teu corpo seja tão pequeno quanto o pó da terra,
através do sonho tens o poder de te unires
à imensa energia criadora do Universo.

Não permitas que a tristeza te domine;
mas, se te sentes dominado,
ergue-te de novo.

Ainda que o teu sonho seja desfeito,
tens o direito de sonhar de novo.

Imagina que em ti ainda resta
a grandiosa energia.

Para aquele que sonha,
este mundo é sempre um novo mundo.

Não te permitas cair,
mas, se caíres, levanta-te de novo.

Ainda que percas a confiança,
ainda que fracasses naquilo que tentas,
não te permitas cair totalmente.

O sonho é o viveiro da esperança.
No imenso viveiro do sonho
nascem tenros rebentos de esperanças,
e os brotos crescem alimentados pelo sonho.

Desenha na tua mente
o mais brilhante e mais grandioso sonho.
Não te imagines um ser triste e sombrio.
Sabes que a mente é criadora e criativa,
e tu serás exatamente
como te fizeres em tua mente.

Se te imaginares
um ser brilhante e poderoso,
assim tu serás,
pois a mente materializa teu sonho.



Masaharu Taniguchi

London Town





Walking Down The Sidewalk One Purple Afternoon,
I Was Accosted By A Barker Playing A Simple Tune Upon His Flute.

Toot toot toot toot.
Silver Rain Was Falling Down
Upon The Dirty Ground Of London Town.
People Pass Me By On My Imaginary Street,
Ordinary People It's Impossible To Meet,
Holding Conversations That Are Always Incomplete.
Well I Don't Know.

Oh, Where Are There Places To Go?
Someone, Somewhere Has To Know.
I'don't Know.

Out Of Work Again,The Actor Entertains His Wife
With The Same Old Stories Of His Ordinary Life.
Maybe He Exaggerates The Trouble And The Strife.
Well, I Don't Know.

Oh, Where Are There Places To Go?
Someone, Somewhere Has To Know.

Crawling Down The Pavement On A Sunday Afternoon,
I Was Arrested By A Rozzer
Wearing A Pink Balloon About His Foot.
Toot Toot Toot Toot.
Silver Rain Was Falling Down
Upon The Dirty Ground Of London Town.

Someone, Somewhere Has To Know.
Silver Rain Was Falling Down


Paul McCartney

Recado





a face interna das minhas coxas
manda-te dizer que não te esquece.

minha boca, toda ela,
língua , lábios, palavras,
vertigem e respiração entrecortada,
que conhece cada toque teu
manda-te dizer que não pode viver sem ti.

cada centímetro da pele,
esquadrinhado pela memória
das tuas mãos levíssimas,
manda-te dizer que faltas-lhes.

todas as palavras ditas
na hora mais secreta da noite
mandam-te dizer que o são por ti.


Silvia Chueire

A Canção do Albatroz




Sobre a superfície cinzenta do mar
O vento reúne pesadas nuvens
Semelhante a um raio negro

Entre as nuvens e o mar
Paira orgulhoso o albatroz
Mensageiro da tempestade

E ora são as asas tocando as ondas
Ora é uma flecha rasgando as nuvens

Ele grita
E as nuvens escutam a alegria
No ousado grito do pássaro

Nesse grito
Sede de tempestade

Nesse grito
As nuvens escutam a fúria

A chama da paixão
A confiança na vitória

As gaivotas gemem
Diante da tempestade
Gemem e lançam-se ao mar

Para lá no fundo esconder
O pavor da tempestade

E os mergulhões também gemem

A eles, mergulhões
É inacessível a delícia
Da luta pela vida:
O barulho do trovão amedronta-os

O tolo pinguim
Timidamente esconde
Seu corpo obeso entre as rochas

Apenas o orgulhoso albatroz voa
Ousado e livre
Sobre a espuma cinzenta do mar

Tonitroa o trovão
As ondas gemem na espuma da fúria
E discutem com o vento

Eis que o vento abraça
Uma porção de ondas com força
E lança-as com maldade selvagem
Nas rochas

Espalhando-as como a poeira
Respingando uma noite
De esmeraldas

O albatroz paira a gritar
Como um raio negro
Rompendo as nuvens
Como uma flecha
Levantando espuma com suas asas

Ei-lo voando rápido
Como um demónio

Orgulhoso e negro
Demónio da tempestade

Ri das nuvens, soluça de alegria
Ele - sensível demónio
Há muito vem escutando
Cansaço na fúria do trovão

Tem certeza de que as nuvens
Não escondem
Não, não escondem

Uiva o vento
Ribomba o trovão

Sobre o abismo do mar
Um monte de nuvens pesadas
Brilham como centelhas

O mar pega as flechas de relâmpagos
E apaga-as em sua voragem
Parecem cobras de fogo

Os reflexos desses raios
Rastejando sobre o mar
E desaparecendo

Tempestade!
Breve rebentará a tempestade!

Esse corajoso albatroz
Paira altivo entre os raios

E sobre o mar furiosamente urrando
Então grita o profeta da Vitória


QUE MAIS FORTE
ARREBENTE A TEMPESTADE!


Máximo Gorki


Máximo Gorki escreveu este belo
poema em 1901 sentindo o tempo que vivia.

A palavra albatroz (burieviestnik) em russo pode ser traduzida como mensageiro
(viéstnik) da tempestade (buria), por ser ele o único animal que sai
alegremente a voar e sente-se perfeitamente à vontade
no meio de qualquer tormenta.

A mensagem é clara: no meio do caos, não devemos temer as tempestades,
mas voar com elas e contribuir para que elas transformem efectivamente o mundo!

Sem Medo de Viver





Na grandeza do infinito soltei minha dor !
Tracei meus caminhos nas estrelas
para decorar o céu da minha alma
Entreguei meus dias aos acasos da vida
Perdi de vista meu horizonte
Na concha do coração tranquei meu destino
Na colcha de retalhos do tempo costurei
as fantasias de azul
Estendi minhas mãos para o futuro
e desejei colher flores
Encontrei a nua crueldade dos espinhos
Mesmo assim segui em frente e sai recolhendo
todas as pedras do caminho
Quem sabe um dia construir
um castelo de sonhos !
Desbravei todas as fronteiras do amanhã
Coloquei o infinito nas minhas mãos
e perdi o medo de viver.


Zena Maciel

Novo sinal




Depois de a direita ter sido enganada por Durão Barroso e se ter equivocado com Santana Lopes, agarra-se desesperadamente á jangada «Boliqueime» que promete aportar a Belém depois do Ano Novo.
Parece ser a única esperança para impedir que o novo sinal de trânsito seja instalado na Praça do Império, frente ao palácio cor-de-rosa...

Alto com o silêncio


Foto de Brigida Rocha Brito em Caminhada e Descoberta em STP


A ilha te fala
de rosas bravias
com pétalas
de abandono e medo.

No fundo da sombra
bebendo por conchas
de vermelha espuma
que mundos de gentes
por entre cortinas
espessas de dor.

Oh, a tarde clara
deste fim de Inverno!
Só com horas azuis
no fundo do casulo,
e agora a ilha,
a linha bravia das rosas
e a grande baba negra
e mortal das cobras.


Maria Manuela Margarido

De longe





Não chores Mãe... Faz como eu, sorri!
Transforma as elegias de um momento
em cânticos de esperança e incitamento.
Tem fé nos dias que te prometi.

E podes crer, estou sempre ao pé de ti,
quando por noites de luar, o vento,
segreda aos coqueirais o seu lamento,
compondo versos que eu nunce escrevi...

Estou junto a ti nos dias de braseiro,
no mar...na velha ponte,... no Sombreiro,
em tudo quanto amei e quis p'ra mim...

Não chores, mãe!... A hora é de avançadas!...
Nós caminhamos certos, de mãos dadas,
e havemos de atingir um dia, o fim...


Alda Lara

Cantos do meu país





Canto as mãos que foram escravas
nas galés
corpos acorrentados a chicote
nas américas

Canto cantos tristes
do meu País
cansado de esperar
a chuva que tarde a chegar

Canto a Pátria moribunda
que abandonou a luta
calou seus gritos
mas não domou suas esperanças

Canto as horas amargas
de silêncio profundo
cantos que vêm da raiz
de outro mundo
estes grilhões que ainda detêm
a marcha do meu País


Julião Soares Sousa
(Um novo amanhecer, 1996)

Canções de Luanda




Ali no Bairro do Café
Junto ao cinema Tropical
morava a Maria Xica
de voz macia e sensual
cantava em Kimbundo
para o seu parceito Tomé
Canções de Ninar
Canções da vida passada
canções da vida futura
Lindas canções para amar.
Eu quando passava
lá no Bairro do Café
Ouvia a sua linda voz
Tinha inveja do Tomé.


Karina
(in Poesia de Maglotei)

Dia Mundial da Alimentação



Imagem da Maria Papoila

Banana Split





Aos que devoram o mundo
tranquilos, como se comessem
uma banana split;
aos que usam as assembléias
como balcão de negócios,
na esperança de vender
seu estoque de bombas;
aos banqueiros internacionais,
pressurosos em atender
os mendigos de Estado,
em troca de pequenas concessões;
aos que plantam suas máquinas
em terras estrangeiras,
para espremer os frutos,
o solo e as gentes;
àqueles que falam doce
e mandam seus missionários
catequizar os gentios
com hinos de dúbia letra;
aos amantes da ciência,
magos e feiticeiros,
hábeis em curar moléstias
geradas por eles mesmos;
aos que levam nosso ferro
e areias monazíticas
e nos devolvem em troca
o saldo de suas festas;
aos que matam nossa fome
com sacas de feijão podre
e nos afogam a sede
num mar de refrigerantes;
aos que abrem suas asas
sobre nossas cabeças ocas
e nos fazem aliados
contra o inimigo deles;
enfim, a todos aqueles
que usando de artimanhas
suas artes nos ensinam,
nossa gratidão eterna.
E a promessa de que um dia,
tão logo estejamos prontos,
restituiremos em dobro.


Eduardo Alves da Costa

As mamanas...


Foto de Madalas de Moçambique


As mamanas...



As mamanas

da minha terra

vivem da liberdade

habitam

o subúrbio

que dorme

todo o dia



estas são as mamanas

da minha

terra

igual as tuas

com rugas

do sonho



e de memórias.


Jorge Matine

Pátria...





Pátria tenho só uma

O lugar de morte

A nenhuma cidadania pertenço

Conheço três lugares de exílio

O amor

A loucura

A memória



Memória percorrida

Loucura visitada

E quantos amores



Vou para norte

Sempre para morte

— minha pátria –



caminho

sozinho

caminho

urino

passo a passo

incerto

o caminho

não despeço

peço lume

charro aceso

prossigo

caminho sempre

até que a idade

me empreste o medo


Celso Manguana

Caras...




A fantástica e oportuna imagem do Jumento, que aqui reproduzo com a devida vénia, recordou-me o poema de Tomé Varela da Silva que partilho convosco.



Ter uma. Ter várias



Ter uma só cara

é estar-se nu

em casa

ou no jardim.



Ter várias caras

é mais fácil

que estar-se nu

em qualquer lado.



Ter várias caras

é doença social

de bom tom.



Ter uma só cara

é saúde

ou doença mental.



Tomé Varela da Silva

Lua nha testemunha

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Bô ca ta pensa nha cretcheu
Nem bô ca ta imaginà
C'ma longe di bô 'm tem sofrido
Perguntà lua na ceu
Lua nha companhera di solidâo

Lua vagabunda di espaço
Qui conchê tudo nha vida
Nha desventura
El qui ta contà-bo nha cretcheu
Tudo o qu'm tem sofrido
Na ausencia e na distancia

Mundo bô tem rolado cu mim
Num jogo di cabra cega
Sempre ta persegui'me
Pa cada volta qui mundo da
El ta trazê me um dor
Pa'me tchigà mas pa Deus



B. Léza


lol

Imagine-se que o Cocas, protagonista da campanha publicitária da BMW, era condutor português...




Apreciem!!


Por email

Dava Tudo




sim, é por amor
que eu me dou sempre mais
quando me olhas nos olhos
como quem chama por mim

sim, é por amor
que eu me dou sem pensar
na tua doce loucura de procurar a paixão

ah, quero sempre mais
ah, quero sempre mais

mas tu nem sempre vens
outra paixão talvez
eu sei esperar e entender
mas dói demais

eu dava tudo para te ter aqui
ao pé de mim outra vez
eu dava tudo para te ter aqui
ao pé de mim outra vez

sim, é por amor
que eu não sei dizer que não
quando me olhas nos olhos
como quem chama por mim

ah, quero sempre mais
ah, quero sempre mais

nem um sinal de ti
à noite perco-me por aí
finjo amar pensando em ti
mas dói demais

eu dava tudo para te ter aqui
ao pé de mim outra vez
eu dava tudo para te ter aqui
ao pé de mim outra vez



Adelaide Ferreira



Oração da Criança ao Homem

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Dizes que sou o futuro.
Não me desampares no presente.

Dizes que sou a esperança da paz.
Não me induzas à guerra.

Dizes que sou a promessa do bem.
Não me confies ao mal.

Dizes que sou a luz dos teus olhos.
Não me abandones às trevas.

Não espero somente o teu pão.
Dá-me luz e entendimento.

Não desejo tão só a festa de teu carinho.
Suplico-te amor com que me eduques.

Não te rogo apenas brinquedos.
Peço-te bons exemplos e boas palavras.

Não sou simples ornamento de teu caminho.
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.

Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo...

Corrige-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra...

Ajuda-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.


Recebido por email
Desconheço o autor

Autópsia de uma «derrota»




- O PS com os seus 1 931 564 votos, em 2005, apesar de todos os nacionais-protestantes que dizem ter-se manifestado nas urnas, ainda foi buscar 40 849 eleitores a mais relativamente a 2001!
- Estes 40 849 «infelizes» representam 30,14 % do total de votantes (135 499) que de 2001 para 2005 sairam da abstenção (- 0,85 %) ou entretanto se recensearam!
- O PS em 2001 fez 3 coligações, não tendo vencido em nenhum dos casos. Repetiu o mesmo resultado em 2005 não tendo efectuado qualquer coligação.
- O PSD que em 2001 havia efectuado 44 coligações que sairam vencedoras em 17 casos (38,63 %), necessitou de fazer 61 coligações em 2005 para vencer em 20, com a «superior» eficácia de (32,78 %)!
- Lisboa e Porto não constituiram derrotas porque não se pode perder o que não se tem.
- A conta de débitos e créditos é curiosa:
PS - Perde 4 Câmaras

PSD - Perde 4 câmaras. Necessita de «muleta(s)» para passar de 16 para 20 nas
coligações.

Digamos que, contas feitas, PSD está rigorosamente na mesma e o PS perde para a
sua esquerda.


Não encontro matéria para depressões.
Não vejo qualquer razão para triunfalismos.

Se isto é a tal derrota absoluta, calcule-se, para a direita, o que teria acontecido se não fossem os nacionais-protestantes!!

Já agora uma questão pertinente... Será que, uma vez que Rui Sá deixou de «contar» no Porto, a CDU irá suportar na Assembleia Municipal de Lisboa o «governo» de Carmona Rodrigues?? Será que para isso irá negociar alguma pasta para o director do Avante??

Abandonicidade





meninos sem destinos
entre a terra e o céu
nos faróis, nas calçadas
cheiram cola, lambem o papel
usam, abusam e se lambuzam
vítimas de uma realidade cruel

aos restos
sem rostos
sem nomes
vagam defronte as vitrines
entre os sonhos e as fomes

meninos sem destinos
que a pátria mãe pariu
em berços nada esplêndidos
no ventre que se feriu
entre propostas e promessas
de uma política não gentil

aos montes
sem dotes
sem donos
vivem a espera da sorte
de serem acolhidos em seus abandonos


Zhô Bertholini