Lobitino nos... 49ers.




Atraso imperdoável...
Aqui fica o caloroso kandandu!
Parabéns, Eugénio.


Ser solidário


Porque há O Outro Lado da Moeda... é preciso ajudar!

Deusa das Mil Mãos

Absolutamente fantástico!!

Vídeo em que 21 dançarinos chineses interpretam a "Deusa das Mil Mãos".
Dura cerca de 5 minutos, mas vale a pena.
Detalhe - são todos surdos!
Fazem parte de uma "troupe" de artistas com deficiências, e obedecem a
instruções gestuais de pessoas posicionadas nos quatro cantos do palco.

Poema da malta das naus





Lancei ao mar um madeiro,
espetei-lhe um pau e um lençol.
Com palpite marinheiro
medi a altura do sol.

Deu-me o vento de feição,
levou-me ao cabo do mundo.
Pelote de vagabundo,
rebotalho de gibão.

Dormi no dorso das vagas,
pasmei na orla das praias,
arreneguei, roguei pragas,
mordi peloiros e zagaias.

Chamusquei o pêlo hirsuto,
tive o corpo em chagas vivas,
estalaram-me as gengivas,
apodreci de escorbuto.

Com a mão esquerda benzi-me,
com a direita esganei.
Mil vezes no chão, bati-me,
outras mil me levantei.

Meu riso de dentes podres
ecoou nas sete partidas.
Fundei cidades e vidas,
rompi as arcas e os odres.

Tremi no escuro da selva,
alambique de suores.
Estendi na areia e na relva
mulheres de todas as cores.

Moldei as chaves do mundo
a que outros chamaram seu,
mas quem mergulhou no fundo
Do sonho, esse, fui eu.

O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.


António Gedeão
In Teatro do Mundo, 1958

Ilha Nua

Praia Jalé
Foto de António Ferreira de Sousa em Caminhadas e Descoberta em STP


Coqueiros e palmares da Terra Natal
Mar azul das ilhas perdidas na conjuntura dos séculos
Vegetação densa no horizonte imenso dos nossos sonhos.
Verdura, oceano, calor tropical
Gritando a sede imensa do salgado mar
No deserto paradoxal das praias humanas
Sedentas de espaço e de vida
Nos cantos amargos do ossobô
Anunciando o cair das chuvas
Varrendo de rijo a terra calcinada
saturada do calor ardente
Mas faminta de irradiação humana
Ilhas paradoxais do Sul do Sará
Os desertos humanos clamam
Na floresta virgem
Dos teus destinos sem planuras



Alda do Espírito Santo
(in "É Nosso o Solo Sagrado da Terra")

Intertexto





Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.




Bertold Brecht

Pedra Negra Sobre Uma Pedra Branca

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Foto de Wilson Tsoi


Morrerei em Paris com aguaceiro
num dia do qual já tenho a lembrança.
Morrerei em Paris — e não me envergonho —
talvez numa quinta-feira, como hoje, de outono.

Quinta-feira será porque hoje, quinta-feira, quando proso
estes versos, meus úmeros ficaram
assim mal, e jamais como hoje, nunca me achei
com todo meu caminho, a ver-me tão só.

César Vallejo morreu, todos batiam
nele sem que ele lhes fizesse nada;
davam-lhe duro com um pau, e duro

também com uma corda — são testemunhas
os dias de quinta-feira, os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos.


César Vallejo
(Tradução de Marlene Andrade Martins)

Canção Terceira




Quando desembarcarmos no Rossio canção
Vão dizer que a rua não é um rio
Vão apresar o teu navio
Carregado de vento carregado de pão

Dirão que trazes tempestades
Dirão que vens de espada em riste
Dirão que foi sangue o vinho que pediste
Quando desembarcarmos no Rossio

Vão vestir-te com grades
Que é um vestido para todas as idades
Na pátria dos poetas em Rossio triste

Virão em busca do teu sonho e do teu pão
E vão exigir a nossa rendição
Mas eu canção
Eu gritarei de pé no teu navio
Não


Vão vestir-te com grades
Que é um vestido para todas as idades
Na pátria dos poetas em Rossio triste
Mas eu canção
Eu gritarei de pé no teu navio
Não


Manuel Alegre

Já esteve mais longe...



A libertação que tal gesto poderá envolver... será pura poesia!

Contra a indiferença ... Proximizade

(clicar na imagem)


Divulguemos a luta por um mundo melhor e um combate permanente á apatia e á indiferença.
Pela solidariedade!

Hoje sou... «Lelo»... Vejam só as T-Shirts!!!

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"Che" Mourinho

O que se descobre por !!...
Surpresa??
Não gostam??
Há também de Collina, Moahamed Al-Sahaf ou Saddam...
É só escolher!!

Lágrima




" Quizera ser lágrima para nascer en tus ojos y morir em tus lábios... "

Manuel Balbontin Arana

Humus de Amanhã

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Não quero que vejas
nem sintas
a dor que me amargura;
Não quero que vejas
nem vertas
as lágrimas do meu pranto.
Deixa que eu chore
as mágoas e as desilusões;
deixa que eu deambule;
deixa que eu pise
a calidez do chão desta terra
e o regue até com o meu suor;
deixa que me toste
sob este sol inóspito
que me dardeja o lombo sempre arqueado...
Este penar
é o resgate da esperança
que em ti alço!
Este penar
é a certeza do amanhã que vislumbro
na tua ainda incipiente idade!
Não quero que vejas
nem sintas
meu tormento
ele é o húmus do Homem Novo


Juvenal Bucuane

O dia que abalou o mundo




"Nunca o demónio do terror espalhou por toda a terra, com tamanha força e rapidez, o arrepio do medo...", escreveu Goethe, o famoso poeta alemão, no mês de Novembro de 1755.

Perfazem-se amanhã, dia 1 de Novembro, 250 anos sobre um das maiores catástrofes naturais de que há memória em toda a história da Humanidade: o terramoto de Lisboa, considerado a primeira catástrofe global.

Metamorfosis




Era un cautivo beso enamorado
de una mano de nieve que tenía
la apariencia de un lirio desmayado
y el palpitar de un ave en agonía.
Y sucedió que un día,
aquella mano suave
de palidez de cirio,
de languidez de lirio,
de palpitar de ave,
se acercó tanto a la prisión del beso,
que ya no pudo más el pobre preso
y se escapó; mas, con voluble giro,
huyó la mano hasta el confín lejano,
y el beso, que volaba tras la mano,
rompiendo el aire, se volvió suspiro.


Luis G. Urbina

Um Dia de Domingo




Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento
Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo
Te encontrar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir a emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer
Como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração


Gal Costa

Aranjuez, Mon Amour





Mon amour, sur l'eau des fontaines, mon amour
Ou le vent les amènent, mon amour
Le soir tombé, qu'on voit flotté
Des pétales de roses

Mon amour et des murs se gercent mon amour
Au soleil au vent à l'averse et aux années qui vont passant
Depuis le matin de mai qu'ils sont venus
Et quand chantant, soudain ils ont écrit sur les murs du bout de leur fusil
De bien étranges choses

Mon amour, le rosier suit les traces, mon amour
Sur le mur et enlace, mon amour
Leurs noms gravés et chaque été
D'un beau rouge sont les roses

Mon amour, sèche les fontaines, mon amour
Au soleil au vent de la plaine et aux années qui vont passant
Depuis le matin de mai qu'il sont venus
La fleur au coeur, les pieds nus, le pas lent
Et les yeux éclairés d'un étrange sourire

Et sur ce mur lorsque le soir descend
On croirait voir des taches de sang
Ce ne sont que des roses !
Aranjuez, mon amour



Richard Anthony

Amigos




Amigos são flores que rego à medida das necessidades.
Que abraço forte, sem cercear a liberdade.
Que amo sem esperar reciprocidade.
Amigos são jóias raras e a qualquer sinal respondo com meu amor que é sempre
incondicional!

Fomos amigos...
Hoje, após doença renal grave, perdi-te, amigo!

A homenagem a um grande companheiro - o «Marradinhas»!

Avisem o Papa




Ano 1981

1. Príncipe Carlos casou
2. Liverpool foi Campeão Europeu
3. Morreram dois Papas.


Ano 2005

1. Príncipe Carlos casou (outra vez...)
2. Liverpool foi Campeão Europeu (outra vez...)
3. O Papa morreu.

Já sabem... se o Príncipe Carlos quiser casar outra vez e o Liverpool estiver na final da Liga dos Campeões...

...AVISEM O PAPA !

Idealiza o Teu Sonho




Não importa a tua idade,
idealiza um grande sonho,
tão grandioso como o céu.

Que o teu sonho transcenda o teu corpo,
que suba e cresça e se expanda além;
como resplendor, preencha o Universo
e se transforme em asas misteriosas
que te levem a um mundo bem mais alto.

Nas asas do sonho,
os jovens avançam e os velhos se renovam.
Não retenhas as asas do teu sonho.

Imagina a tua grandeza.
Não receies subir demasiado alto,
não hesites, não retrocedas,
não te diminuas a ti próprio.

Ao abrires as asas do sonho,
ultrapassas os limites do corpo.
Ainda que o teu corpo seja tão pequeno quanto o pó da terra,
através do sonho tens o poder de te unires
à imensa energia criadora do Universo.

Não permitas que a tristeza te domine;
mas, se te sentes dominado,
ergue-te de novo.

Ainda que o teu sonho seja desfeito,
tens o direito de sonhar de novo.

Imagina que em ti ainda resta
a grandiosa energia.

Para aquele que sonha,
este mundo é sempre um novo mundo.

Não te permitas cair,
mas, se caíres, levanta-te de novo.

Ainda que percas a confiança,
ainda que fracasses naquilo que tentas,
não te permitas cair totalmente.

O sonho é o viveiro da esperança.
No imenso viveiro do sonho
nascem tenros rebentos de esperanças,
e os brotos crescem alimentados pelo sonho.

Desenha na tua mente
o mais brilhante e mais grandioso sonho.
Não te imagines um ser triste e sombrio.
Sabes que a mente é criadora e criativa,
e tu serás exatamente
como te fizeres em tua mente.

Se te imaginares
um ser brilhante e poderoso,
assim tu serás,
pois a mente materializa teu sonho.



Masaharu Taniguchi

London Town





Walking Down The Sidewalk One Purple Afternoon,
I Was Accosted By A Barker Playing A Simple Tune Upon His Flute.

Toot toot toot toot.
Silver Rain Was Falling Down
Upon The Dirty Ground Of London Town.
People Pass Me By On My Imaginary Street,
Ordinary People It's Impossible To Meet,
Holding Conversations That Are Always Incomplete.
Well I Don't Know.

Oh, Where Are There Places To Go?
Someone, Somewhere Has To Know.
I'don't Know.

Out Of Work Again,The Actor Entertains His Wife
With The Same Old Stories Of His Ordinary Life.
Maybe He Exaggerates The Trouble And The Strife.
Well, I Don't Know.

Oh, Where Are There Places To Go?
Someone, Somewhere Has To Know.

Crawling Down The Pavement On A Sunday Afternoon,
I Was Arrested By A Rozzer
Wearing A Pink Balloon About His Foot.
Toot Toot Toot Toot.
Silver Rain Was Falling Down
Upon The Dirty Ground Of London Town.

Someone, Somewhere Has To Know.
Silver Rain Was Falling Down


Paul McCartney

Recado





a face interna das minhas coxas
manda-te dizer que não te esquece.

minha boca, toda ela,
língua , lábios, palavras,
vertigem e respiração entrecortada,
que conhece cada toque teu
manda-te dizer que não pode viver sem ti.

cada centímetro da pele,
esquadrinhado pela memória
das tuas mãos levíssimas,
manda-te dizer que faltas-lhes.

todas as palavras ditas
na hora mais secreta da noite
mandam-te dizer que o são por ti.


Silvia Chueire

A Canção do Albatroz




Sobre a superfície cinzenta do mar
O vento reúne pesadas nuvens
Semelhante a um raio negro

Entre as nuvens e o mar
Paira orgulhoso o albatroz
Mensageiro da tempestade

E ora são as asas tocando as ondas
Ora é uma flecha rasgando as nuvens

Ele grita
E as nuvens escutam a alegria
No ousado grito do pássaro

Nesse grito
Sede de tempestade

Nesse grito
As nuvens escutam a fúria

A chama da paixão
A confiança na vitória

As gaivotas gemem
Diante da tempestade
Gemem e lançam-se ao mar

Para lá no fundo esconder
O pavor da tempestade

E os mergulhões também gemem

A eles, mergulhões
É inacessível a delícia
Da luta pela vida:
O barulho do trovão amedronta-os

O tolo pinguim
Timidamente esconde
Seu corpo obeso entre as rochas

Apenas o orgulhoso albatroz voa
Ousado e livre
Sobre a espuma cinzenta do mar

Tonitroa o trovão
As ondas gemem na espuma da fúria
E discutem com o vento

Eis que o vento abraça
Uma porção de ondas com força
E lança-as com maldade selvagem
Nas rochas

Espalhando-as como a poeira
Respingando uma noite
De esmeraldas

O albatroz paira a gritar
Como um raio negro
Rompendo as nuvens
Como uma flecha
Levantando espuma com suas asas

Ei-lo voando rápido
Como um demónio

Orgulhoso e negro
Demónio da tempestade

Ri das nuvens, soluça de alegria
Ele - sensível demónio
Há muito vem escutando
Cansaço na fúria do trovão

Tem certeza de que as nuvens
Não escondem
Não, não escondem

Uiva o vento
Ribomba o trovão

Sobre o abismo do mar
Um monte de nuvens pesadas
Brilham como centelhas

O mar pega as flechas de relâmpagos
E apaga-as em sua voragem
Parecem cobras de fogo

Os reflexos desses raios
Rastejando sobre o mar
E desaparecendo

Tempestade!
Breve rebentará a tempestade!

Esse corajoso albatroz
Paira altivo entre os raios

E sobre o mar furiosamente urrando
Então grita o profeta da Vitória


QUE MAIS FORTE
ARREBENTE A TEMPESTADE!


Máximo Gorki


Máximo Gorki escreveu este belo
poema em 1901 sentindo o tempo que vivia.

A palavra albatroz (burieviestnik) em russo pode ser traduzida como mensageiro
(viéstnik) da tempestade (buria), por ser ele o único animal que sai
alegremente a voar e sente-se perfeitamente à vontade
no meio de qualquer tormenta.

A mensagem é clara: no meio do caos, não devemos temer as tempestades,
mas voar com elas e contribuir para que elas transformem efectivamente o mundo!

Sem Medo de Viver





Na grandeza do infinito soltei minha dor !
Tracei meus caminhos nas estrelas
para decorar o céu da minha alma
Entreguei meus dias aos acasos da vida
Perdi de vista meu horizonte
Na concha do coração tranquei meu destino
Na colcha de retalhos do tempo costurei
as fantasias de azul
Estendi minhas mãos para o futuro
e desejei colher flores
Encontrei a nua crueldade dos espinhos
Mesmo assim segui em frente e sai recolhendo
todas as pedras do caminho
Quem sabe um dia construir
um castelo de sonhos !
Desbravei todas as fronteiras do amanhã
Coloquei o infinito nas minhas mãos
e perdi o medo de viver.


Zena Maciel

Novo sinal




Depois de a direita ter sido enganada por Durão Barroso e se ter equivocado com Santana Lopes, agarra-se desesperadamente á jangada «Boliqueime» que promete aportar a Belém depois do Ano Novo.
Parece ser a única esperança para impedir que o novo sinal de trânsito seja instalado na Praça do Império, frente ao palácio cor-de-rosa...

Alto com o silêncio


Foto de Brigida Rocha Brito em Caminhada e Descoberta em STP


A ilha te fala
de rosas bravias
com pétalas
de abandono e medo.

No fundo da sombra
bebendo por conchas
de vermelha espuma
que mundos de gentes
por entre cortinas
espessas de dor.

Oh, a tarde clara
deste fim de Inverno!
Só com horas azuis
no fundo do casulo,
e agora a ilha,
a linha bravia das rosas
e a grande baba negra
e mortal das cobras.


Maria Manuela Margarido

De longe





Não chores Mãe... Faz como eu, sorri!
Transforma as elegias de um momento
em cânticos de esperança e incitamento.
Tem fé nos dias que te prometi.

E podes crer, estou sempre ao pé de ti,
quando por noites de luar, o vento,
segreda aos coqueirais o seu lamento,
compondo versos que eu nunce escrevi...

Estou junto a ti nos dias de braseiro,
no mar...na velha ponte,... no Sombreiro,
em tudo quanto amei e quis p'ra mim...

Não chores, mãe!... A hora é de avançadas!...
Nós caminhamos certos, de mãos dadas,
e havemos de atingir um dia, o fim...


Alda Lara

Cantos do meu país





Canto as mãos que foram escravas
nas galés
corpos acorrentados a chicote
nas américas

Canto cantos tristes
do meu País
cansado de esperar
a chuva que tarde a chegar

Canto a Pátria moribunda
que abandonou a luta
calou seus gritos
mas não domou suas esperanças

Canto as horas amargas
de silêncio profundo
cantos que vêm da raiz
de outro mundo
estes grilhões que ainda detêm
a marcha do meu País


Julião Soares Sousa
(Um novo amanhecer, 1996)

Canções de Luanda




Ali no Bairro do Café
Junto ao cinema Tropical
morava a Maria Xica
de voz macia e sensual
cantava em Kimbundo
para o seu parceito Tomé
Canções de Ninar
Canções da vida passada
canções da vida futura
Lindas canções para amar.
Eu quando passava
lá no Bairro do Café
Ouvia a sua linda voz
Tinha inveja do Tomé.


Karina
(in Poesia de Maglotei)

Dia Mundial da Alimentação



Imagem da Maria Papoila