Viver em silêncio. Doce silêncio. Ruído nenhum. Nem luz, nem sombra. Só a brisa do tempo. Olhos fechados, assim como o corpo. Silêncio sem movimento. Sem fome, sem sede. Sem ninguém que abale meu terno silêncio. Doce silêncio, doce sono, só sonhos... Sonhos de um sono só. Sozinha em minha cama, eu: pós lagarta, pré borboleta
Quando eu não te tinha Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo. Agora amo a Natureza Como um monge calmo à Virgem Maria, Religiosamente, a meu modo, como dantes, Mas de outra maneira mais comovida e próxima ... Vejo melhor os rios quando vou contigo Pelos campos até à beira dos rios; Sentado a teu lado reparando nas nuvens Reparo nelas melhor — Tu não me tiraste a Natureza ... Tu mudaste a Natureza ... Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim, Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma, Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais, Por tu me escolheres para te ter e te amar, Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente Sobre todas as cousas. Não me arrependo do que fui outrora Porque ainda o sou.
"Juste quelques photos de Sao Tome, petite ile indépendante africaine au large du Gabon sur l'équateur. Très peu de visiteurs, de paysages luxuriant et une population très accueillante qui ne demande qu'à faire découvrir ces iles..."
No céu primitivo erguem-se imaculados os cantos dos pássaros e o fresco cheiro da erva ágil com eles se ergue, Abril. Ouço o respirar profundo da madrugada movendo as nuvens brancas dos cortinados e escuto a canção do sol nos taipais das janelas melodiosas. Sinto como que um hálito ou uma recordação de Naett na minha nuca apaixonada e nua E o meu sangue cúmplice, a despeito de mim, chocalha-me nas veias. És tu, minha amiga – ô! Escuta os suspiros escuta os quentes suspiros neste Abril dum continente novo Oh escuta, enquanto deslizam, no gelado azul, as asas das andorinhas migratória se não te esqueça ouvir o murmúrio negro e branco das aves de arribação horizontais no extremo das suas velas desdobradas.
Escuta a mensagem da Primavera duma outra idade, dum outro mundo Escuta a mensagem da África longínqua e velha e a canção do teu sangue Pois eu estou ouvindo a seiva de Abril que nas tuas veias
Conheci-te Longe de Moji Porque te espero não me separo de Moji nem pelo mar não deixarei Moji nem pelo sono não esquecerei Moji nem pelo tempo sem ter estado em Moji em tempo algum Encontro Moji em cada espuma vejo Moji em cada grão de areia porque te vejo Moji o tempo todo
Se o tempo o sonho o mar te confundem com Moji como pode o coração a distância e a saudade deixar de ver Moji na tua ausência?
Se te recordo nome de Moji Moji de pele veludo Moji boca de luar Moji do breve encontro Moji tão distante de Moji?
Não. Não quero mais já não preciso viajar até Moji conhecer Moji!
Mañana será 30 de Febrero y tú vendrás a hacerme compañía y ya te quedarás aquí conmigo mi querido amigo arsénico.
Después de un corto viaje por la noche descansaremos junto al abrigo del sitio donde nace verde el trigo mi querido amigo arsénico.
Corre, corre por favor o no tendré valor para morir amándola voy al este del Edén amigio mio ven, para esperarla allí, mañana será 30 de Febrero para mi.
Por una simple flor de invernadero que no quiere creer lo que le digo mi querido amigo arsénico, y solo te diré que aún la quiero que siempre estará aqui conmigo y tú serás único testigo mi querido amigo arsénico.
Corre, corre por favor o no tendré valor para morir amándola voy al este del Edén amigio mio ven, para esperarla allí, mañana será 30 de Febrero para mi.
Estamos juntos. E moçambicanas mãos nossas dão-se e olhamos a paisagem e sorrimos.
Não sabemos de áreas de esterlino de câmbios vistos de fronteira zonas de marco e dólar portagem do Limpopo canais de Suez e do Panamá.
Amamo-nos hoje numa praia das Honduras estamos amanhã sob o céu azul da Birmânia e na madrugada do dia dos teus anos despertamos nos braços um do outro baloiçando na rede da nossa casa na Nicarágua.
Ou com os olhos incendiados nos poentes do Mediterrâneo recordamos as noites mornas da praia da Polana e a beijos sorvo a tua boca no Senegal e depois tingimos mutuamente os lábios com as negras amoras de Jerusalém ambos entristecidos ao galope dos pés humanos sem ferraduras mas puxando riquexós.
me llaman calle, pisando baldosa la revoltosa y tan perdida me llaman calle, calle de noche, calle de día me llaman calle, hoy tan cansada, hoy tan vacía como maquinita por la gran ciudad
me llaman calle, me subo a tu coche me llaman calle de malegría, calle dolida calle cansada de tanto amar
voy calle abajo, voy calle arriba no me rebajo ni por la vida me llaman calle y ése es mi orgullo yo sé que un día llegará, yo sé que un día vendrá mi suerte un día me vendrá a buscar, a la salida un hombre bueno pa toa la vida y sin pagar, mi corazón no es de alquilar
me llaman calle, me llaman calle calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
me llaman calle, calle más calle
me llaman calle, siempre atrevida
me llaman calle, de esquina a esquina me llaman calle bala perdida, así me disparó la vida me llaman calle del desengaño, calle fracaso, calle perdida me llaman calle la sin futuro me llaman calle la sin salida
me llaman calle, calle más calle la de mujeres de la vida suben pa bajo, bajan para arriba como maquinita por la gran ciudad
me llaman calle, me llaman calle calle sufrida, calle tristeza de tanto amar me llaman calle, calle más calle
me llaman siempre, y a cualquier hora me llaman guapa siempre a deshora
me llaman puta, también princesa me llaman calle, es mi nobleza me llaman calle, calle sufrida, calle perdida de tanto amar
me llaman calle, me llaman calle calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
a la puri, a la carmen, carolina, bibiana, nereida, magda, marga, heidi, marcela, jenny, tatiana, rudy, mónica, maría, maría
me llaman calle, me llaman calle calle sufrida, calle tristeza de tanto amar me llaman calle, me llaman calle calle sufrida, calle tristeza de tanto amar me llaman calle, me llaman calle calle sufrida, calle tristeza de tanto amar me llaman calle, me llaman calle calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
Todo sentimento Precisa de um passado pra existir a amizade não Ela cria como por encanto Um passado que nos cerca Ela nos dá a consciência De havermos vivido anos a fios Com alguém que a pouco era quase um estranho Ela supre a falta de lembrança Como espécie de mágica Tenha uma boa noite ....
Mãos desenham raízes dos cânticos da terra Geram vida na identidade da flor entre o espírito da letra Engendram salmos na inserção da cruz às preces das dores Mãos são séculos de páginas aos joelhos de Fátima São lágrimas ao altar do desespero
Caem à noite pedras sobre o templo do silêncio de espaço um ruído de automóvel um toque de sinos de uma igreja monotonia diurna que não quebra a queda das pedras no silêncio
De dia o templo é noite e à noite há o silêncio o esgaravatar de uma gaivota em fogo o estalar de folhas novas numa árvore sabendo a vício este cigarro de cheira a seiva dos pinheiros
E as pedras caem como chuva ou neve todas as noites que noites já são poucas
E a seiva pedra sobre o templo e a gaivota o vício a folha quebrando este silêncio
Onde as guitarras? Os quissanges acontecem longe
Manuel Rui In “No reino de Caliban II - antologia panorâmica de poesia africana de expressão portuguesa”
O ritmo do tantã não o tenho no sangue nem na pele nem na pele tenho o ritmo do tantã no coração no coração no coração o ritmo do tantã não tenho no sangue nem na pele nem na pele tenho o ritmo do tantã sobretudo mais no que pensa mais no que pensa Penso África, sinto África, digo África Odeio em África Amo em África Estou em África Eu também sou África tenho o ritmo do tantã sobretudo no que pensa no que pensa penso África, sinto África, digo África E emudeço dentro de ti, para ti África dentro de ti, para ti África Á fri ca xxxxxxÁ fri ca xxxxxxxxxxxxÁ fri ca
Para aqui estou eu Mussunda amigo Para aqui estou eu
Contigo Com a firme vitória da tua alegria e da tua consciência
O ió kalunga ua mu bangele! O ió kalunga ua mu bangele-lé-leleé...
Lembras-te?
Da tristeza daqueles tempos em que íamos comprar mangas e lastimar o destino das mulheres da Funda dos nossos cantos de lamento dos nossos desesperos e das nuvens dos nossos olhos Lembras-te?
Para aqui estou eu Mussunda amigo
A vida a ti a devo à mesma dedicação ao mesmo amor com que me salvaste do abraço da jibóia
à tua força que transforma os destinos dos homens
A ti Mussunda amigo a ti devo a vida
E escrevo versos que não entendes compreendes a minha angústia?
Para aqui estou eu Mussunda amigo escrevendo versos que tu não entendes
Não era isto o que nós queríamos, bem sei
Mas no espírito e na inteligência nós somos!
Nós somos Mussunda amigo Nós somos
Inseparáveis e caminhando ainda para o nosso sonho
No meu caminho e no teu caminho os corações batem ritmos de noites fogueirentas os pés dançam sobre palcos de místicas tropicais Os sons não se apagam dos ouvidos
Quem sou?... onde estou?... Não serei, por acaso, mais um dos acidentes da vida que por desatenção às coisas lhe foi retirada a alma? Ou não serei aquela tocha que por falta de combustível apagou-se? Não serei ainda, uma lágrima caída do rosto de alguém que procura recanto em braços de outrem? Não serei... não serei, aquela a quem, teu coração procura, a quem tua alma almeja, teus braços desejam e cujo nome tua boca pronuncia?
Então quem sou...? Se na calada da noite meu grito não ouço, Na penumbra minha sombra não vejo Nem na clareza do dia meu corpo não sinto.
Procuro, procuro, não ouço nem o bater Do meu coração. Meu Deus...! Que faço eu aqui, onde nada faz sentido?
Havia uma formiga compartilhando comigo o isolamento e comendo juntos. Estávamos iguais com duas diferenças: Não era interrogada e por descuido podiam pisa-la. Mas aos dois intencionalmente podiam pôr-nos de rastos mas não podiam ajoelhar-nos.