Guitarra, que estás tocando ? Não vês a cor do luar ? Não vês a cor do Sertão ?
Não vês a erma magia Romântica Tentação Desta Angola que nos criou E nos toca o coração ?
Repara a ganga infiltrando Em selvagem natureza O feiticeiro espeldor ;
Ouve o cantar das viuvinhas, Dos chacais ouve os latidos ; Vê o clarão das queimadas E o romper das madrugadas Em quadros belos... perdidos...
Guitarra, que estás tocando Nesta noite de luar ? Não vês para além das chamas As mucaias a gingar ? Olha as sombras africanas Bricando sob o palmar...
Ouve o rugir do leão Ouve o chorar duma hiena E verás quão bem pequena É tua voz no Sertão !
E quando vires o manto Do grande Zaire entre as relvas... Pára guitarra teu canto E deixa cantar as Selvas
Minha mãe. Trago a resina das velhas árvores da floresta nas minhas veias. E a sina de nascença no meio das baladas à volta da fogueira tu sabes como é sempre uma dor nova sabes ou não sabes, minha mãe?
Sabes ou não sabes o mistério de olhos inflamados de macho que um dia encontraste no teu caminho de tombasana de pés descalços?
Sabes ou não sabes, Mãe a resina das velhas árvores plantadas pelos espíritos as blasfémias dos mortos salgando as raízes virgens e as grandes luas de ansiedade esticando as peles dos tambores enraivecidos e dando às folhas das palmeiras o brilho incandescente das catanas nuas?
E no sabor do encantamento, Mãe dos nossos desenfeitiçados ancestrais o exorcismo ingénuo das tuas missangas o maravilhoso mecheu nas tuas canções e o segredo do teu corpo possuído mas de materno sangue inviolável donde a minha sina nasceu.
No espaço da tua sepultura de negra sabes ou não sabes a verdade agora sabes ou não sabes minha Mãe?
Deixaram nas ilhas um legado de híbridas palavras e tétricas plantações
engenhos enferrujados proas sem alento nomes sonoros aristocráticos e a lenda de um naufrágio nas Sete Pedras
Aqui aportaram vindos do Norte por mandato ou acaso ao serviço do seu rei: navegadores e piratas negreiros ladrões contrabandistas simples homens rebeldes proscritos também e infantes judeus tão tenros que feneceram como espigas queimadas
Nas naus trouxeram bússolas quinquilharias sementes plantas experimentais amarguras atrozes um padrão de pedra pálido como o trigo e outras cargas sem sonhos nem raízes porque toda a ilha era um porto e uma estrada sem regresso todas as mãos eram negras forquilhas e enxadas
E nas roças ficaram pegadas vivas como cicatrizes - cada cafeeiro respira agora um escravo morto.
E nas ilhas ficaram incisivas arrogantes estátuas nas esquinas cento e tal igrejas e capelas para mil quilómetros quadrados e o insurrecto sincretismo dos paços natalícios. E ficou a cadência palaciana da ússua o aroma do alho e do zêtê d' óchi no tempi e na ubaga téla e no calulu o louro misturado ao óleo de palma e o perfume do alecrim e do mlajincon nos quintais dos luchans
E aos relógios insulares se fundiram os espectros - ferramentas do império numa estrutura de ambíguas claridades e seculares condimentos santos padroeiros e fortalezas derrubadas vinhos baratos e auroras partilhadas
Às vezes penso em suas lívidas ossadas seus cabelos podres na orla do mar Aqui, neste fragmento de África onde, virado para o Sul, um verbo amanhece alto como uma dolorosa bandeira.
Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus [companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes [esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos [afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos [dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma [história, não direi os suspiros ao anoitecer, a [paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas [de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei [raptado por serafins. O tempo é a minha matéria, o tempo [presente, os homens presentes, a vida presente.
Babe tell me where Will you sleep tonight For there's such a pain in my heart And I've got a flame That's dying inside And I feel that we'll soon have to part
When the indians cry And the eagles die Cos the winds of change blow again Then I'll know that you Turned the world into blue And my tears will fall like the rain
Love can be so cruel When the light of hope is gone I know cos I felt it before In the desert of fear I can hear this old song Of a love that won't live anymore
When the indians cry And the eagles die Cos the winds of change blow again Then I'll know that you Turned the world into blue And my tears will fall like the rain
When the indians cry And the eagles die Cos the winds of change blow again Then I'll know that you Turned the world into blue And my tears will fall like the rain
Then I'll know that you Turned the world into blue Then I'll know that you Turned the world into blue And my tears will fall like the rain
Entre o calor da tuas pernas sobressai firme e vigorosa numa atitude de lascúdia a rosa dos meus desejos. E vejo em cada curva das suas pétalas milhões de gestos provocantes que me inundam o corpo com milhões de riachos prateados
Entre o calor das tuas pernas desabrocha muda e esperançosa a rosa dos meus desejos. Por ela vivo uma ânsia profunda de ver chegar o dia em que me deliciarei diluído no seu aroma inebriante.
E nesse dia, milhões de forças gritantes percorrerão o meu sangue e galgarei sobre a montanha sagrada abrindo trilhos por entre o mar de flores penetrarei embriagado nas cavernas negras e alagadas de paredes desejosas e descarregarei todo o meu furor bastante sobre os recantos mais profundos dos subterrâneos conquistados do jardim afrodisíaco
E então regressarei flácido mas ressuscitado e sobre a montanha sagrada dormirei um sonho profundo!
Amadeu Kazunde in As palavras amadurecem Cadernos Diálogo
Desde criança que meu Pai me ensinou não haver tempestade na terra ou nos céus que não traga a praga de um falso herói salvador da Cidade. Ou a esperança de um semideus com um raio na Mão que tudo destrói para pintar depois o sol e o Chão de outra realidade. Mas nunca encontrarás traidores entre os que sempre como eu sonhamos combustões de novas flores com pétalas de asas de liberdade que só nascem e crescem regadas pelos gritos e lágrimas das multidões.
No mistério do Sem-Fim, equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro: no canteiro, urna violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o Sem-Fim, a asa de urna borboleta.
Caminhos trilhados na Europa de coração em África Saudades longas de palmeiras vermelhas verdes amarelas tons fortes da paleta cubista que o Sol sensual pintou na paisagem; saudade sentida de coração em África ao atravessar estes campos de trigo sem bocas das ruas sem alegrias com casas cariadas pela metralha míope da Europa e da América da Europa trilhada por mim Negro de coração em África. De coração em África na simples leitura dominical dos periódicos cantando na voz ainda escaldante da tinta e com as dedadas de miséria dos ardinas das cities boulevards e baixas da Europa trilhada por mim Negro e por ti ardina cantando dizia eu em sua voz de letras as melancolias do orçamento que não equilibra do Benfica venceu o Sporting ou não. Ou antes ou talvez seja que desta vez vai haver guerra para que nasçam flores roxas de paz com fitas de veludo e caixões de pinho: Oh as longas páginas do jornal do mundo são folhas enegrecidas de macabro blue com mourarias de facas e guernicas de toureiros.
Onde há casas menores com portas abertas por sobre os espaços que a luz orna entre as palmeiras e vultos que amanhecem envoltos em lençóis de que a noite suja escorreu a manhã pousa nos pulsos das mulheres que se elevam com ela e meninos negros alteiam-se no flanco das mães de olhos que a esperança já estria Os comerciantes assoam-se de varanda para varanda retribuem devagar a amizade Que os meninos trazem para fora das tarefas diárias as luas carcomidas no sítio das fogueiras enfiadas murmuramente em seus colares.
................................................... Vôvô Bartolomé, ao sol que se coava da mulembeira por sobre a entrada da casa de chapa, enlanguescido em carcomida cadeira vivia - relembrando-a - a história de Teresa mulata
Teresa Mulata!
essa mulata Teresa tirada lá do sobrado por um preto d'Ambaca bem vestido, bem falante, escrevendo que nem nos livros!
Teresa Mulata - alumbramento de muito moço - pegada por um pobre d'Ambaca fez passar muitas conversas andou na boca de donos e donas...
Quê da mulata Teresa?
A história da Teresa mulata... Hum... Vôvô Bartolomé enlanguescido em carcomida cadeira adormeceu o sol coando das mulembeiras veio brincar com as moscas nos [lábios ressequidos que sorriem Chiu! Vôvô tá dormindo! O moço d'Ambaca sonhando...
abertas bem abertas estão as mãos para abraçar esta manhã sem nuvens
ontem (não importa já o pôr-do-sol nas buganvílias) ontem (murchas estão agora as flores das coisas que eram coisas nada mais) ontem havia medo até no caminhar das rolas sobre a areia.
A poesia de hoje é a voz do povo Todo o mundo o mundo até de algum silêncio persistente Quer romper e rompe a mancha que da noite inda nos fala. Ó admirável sangue a pulsar em cada estrela O sol é negro e ilumina A imensidão deste perfume Que nos traz a flor da chuva
O sol é negro e brilha dos vulcões De cada peito independente. Madrugada de fevereiro Sou angolano!
Sete horas húmidas, algures. Progressão, fardas ensopadas. Silêncio nos corpos, silêncio na terra de combate. Estacas calcinadas.
O piar das aves, o olhar súplice. Dois tiros quase num só eco. O desabar de folhas ramos rápidos. Um grito incerto.
Missão cumprida, meta adivinhada. Febre sem alma ou acordo. O peso súbito de um morto caindo nos meus ombros estreitos ou nos ombros estreitos da minha miséria.
Ruy Cinatti (1970) in "Guerra de África" - Angola 1961-1974 de Rui de Azevedo Teixeira
O que é transcrito em seguida a este pequeno comentário, em qualquer país onde seja, de facto, vigente um Estado de Direito Democrático teria consequências imediatas. Em Portugal este tipo de situações entra directamente no anedotário nacional e faz as delícias das conversas de café... No fim subsistirá o nacional-porreirismo que tende a transformar "líderes" destes em heróis, primeiro, e a seguir em vítimas, nada acontecendo. Esta situação é absolutamente insustentável, vergonhosa, indecente e atentatória dos mais elementares direitos e deveres civilizacionais. Equivale a uma confissão voluntária dos ilícitos e espera-se que as entidades e personalidades do mundo da justiça, algumas bem visíveis na blogosfera, façam um pequeno intervalo na "Guerra a Alberto Costa" para fazerem qualquer coisa! O fanatismo (e todas as manifestações a ele associadas) tem que ser combatido com justiça, de uma forma isenta, global, sem paixões... esteja onde estiver, venha de onde vier! O que aqui está descrito nada tem a ver com desporto ou a paixão a ele associada!
Fernando Madureira o líder da claque dos super dragões lançou um livro, escrito claro está por outra mão, o jornalista Filipe Bastos, e com a chancela da editora Gaiense. Tem relatos onde se pode ler a descrição de tudo, raptos, assaltos, agressões, ódios e paixões… aqui ficam alguns trechos desta pérola:
BENFICA INIMIGO,PORTUGAL "AMIGO" "O BENFICA é o nosso inimigo mortal. É ponto de honra derrota-los, dentro e fora das quatro linhas."
Benfica-F.C.P (1992) - "Depois da festa, foi o fim do mundo. Distribuímos pancada por tudo o que fosse vermelho.""Surgiu a ideia de criar os ultras Portugal com elementos dos super dragões e da claque do Sporting. A primeira viagem foi contra a Itália.(...) No caminho, o Borrego lançou um concurso que consistia em ver qual era a claque que mais roubava (...) Foi o caos em Andorra! Lojas e mais lojas cheias de maquinas de filmar, roupa, tabaco...Tudo à mão de semear. Ficamos em transe."
Guimaraes-F.C.P. (1994) - "Houve um policia que se armou em esperto e deu uma bastonada num gajo. Veio outro por trás, deu-lhe uma sarda, ele ficou lá esticado."
Braga-F.C.P.(1995) - "Pelo que se comentava, muito do pessoal tinha notas falsas para comprar os bilhetes e ainda trazer troco."
Juventos-F.C.P (2001) - "Abri o cortinado das hospedeiras e vi o Aleixo e o Caveira aos beijos e aos apalpanços (...) Os outros começaram a puxa-las, a dar-lhes surras no cu e a apalparem-nas...Depois, o co-piloto começou a falar comigo a explicar que tinham roubado a carteira ao comandante. Ele estava fodido e já queria aterrar o avião, antes do tempo! (...) Os cães sentiram o cheiro a ganza que os gajos fumaram durante o voo..."
Corunha-F.C.P(2003) - "Só os vi em cima dele a disputarem o telemovel, a camisola, as calças, o dinheiro. Quando me apercebi do que ele estava a dizer vi que era espanhol. Não queria acreditar que tinham raptado um puto de 17 anos. Os cabrões, como íamos de porta aberta, viram o chavalo e meteram-no para dentro do autocarro. Fiquei cego e enchi-os de porrada."Vocês, são doidos! Se queriam roubar, roubassem antes de entrar".
M.United-F.C.P. (2004) - "Nunca vi uma coisa daquelas no free shop. Até montras de ouro tinha. Foram dez minutos. Uma rapadela total."
Agora questiono-me eu... será que a justiça anda a dormir enquanto o senhor tem a distinta lata de escrever os seus próprios crimes e não se faz nada????? Ou será que não são crimes suficientes para se colocar a hipotese de o prender???? Ou haverá qualquer outra razão???
As palavras que desenhei na areia O mar as levou em lembrança Os meus segredos de criança O mar os contou à sereia.As conchas do mar também ficaram Com os meus segredos do anoitecer Tudo o que os meus avós me sussurraram Ainda estava por tecer.Os estilhaços da minha infância Ficaram emulsionados na força da água Os versos feitos em minhas mágoas Também ficaram em turbulência.O mar levou o meu amor A filha do gra-marinheiro Pois ela partiu primeiro Sem escutar o meu clamor.
Uma tentativa frustrada de actualização de template causou, entre outros problemas, a perda de alguns links. Aos amigos temporáriamente não citados as minhas desculpas. Tentarei rápidamente repôr tudo no devido lugar.
Foto de Jean-Marc Bouju, da Associated Press, vencedora da World Press Photo 2003. A fotografia tirada a 31 de Março de 2003, ilustra um iraquiano que conforta o filho de quatro anos, num campo de prisioneiros de guerra em Najaf, no Iraque.
Poderia dizer, Flores na explosão Mas não há flores Nem folhas...
Poderia dizer, Água suja de sangue Mas não há água Nem sangue... Só há pessoas Sem sangue E sem nome!
Não há carne Só fome! Vejo crianças, bombas, Motores de tanque que ronca
Trágica ditadura Interrogatórios e tortura Da maior nação Que nem sequer Jogou flores sobre o caixão.
Meus ouvidos ouvem cada vez menos das conversas, meus olhos vão ficando mais fracos, mas não se fartaram.
Vejo suas pernas em minissaias, em calças compridas ou tecidos voláteis,
Observo uma a uma, suas bundas e coxas, pensativo, acalentado por sonhos porno.
Velho depravado, é a cova que te espera, não os jogos e folguedos da juventude.
Não é verdade, faço apenas o que sempre fiz, compondo cenas dessa terra sob as ordens de uma imaginação erótica.
Não desejo a estas criaturas, desejo tudo, e elas são como o signo de uma convivência extática.
Não é minha culpa se somos feitos assim, metade contemplação desinteressada, e metade apetite.
Se após a morte eu chegar ao Céu, lá deve ser como aqui, só que me terei desfeito da obtusidade dos sentidos e do peso dos ossos.
Tornado puro olhar, sorverei ainda as proporções do corpo humano, a cor da íris, uma rua de Paris em junho de manhãzinha, toda a incompreensível, a incompreensível multidão das coisas visíveis.
(extracto do discurso de 28 de Agosto de 1963, junto ao Lincoln Memorial, Washington D.C.)
I say to you today, my friends.
And so even though we face the difficulties of today and tomorrow, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream.
I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal."
I have a dream that one day on the red hills of Georgia, the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood.
I have a dream that one day even the state of Mississippi, a state sweltering with the heat of injustice, sweltering with the heat of oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice.
I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.
I have a dream today!
I have a dream that one day, down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of "interposition" and "nullification" -- one day right there in Alabama little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers.
I have a dream today!
I have a dream that one day every valley shall be exalted, and every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight; "and the glory of the Lord shall be revealed and all flesh shall see it together."²
This is our hope, and this is the faith that I go back to the South with.
With this faith, we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith, we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith, we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.
And this will be the day -- this will be the day when all of God's children will be able to sing with new meaning:
My country 'tis of thee, sweet land of liberty, of thee I sing.
Land where my fathers died, land of the Pilgrim's pride,
From every mountainside, let freedom ring!
And if America is to be a great nation, this must become true.
And so let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire.
Let freedom ring from the mighty mountains of New York.
Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania.
Let freedom ring from the snow-capped Rockies of Colorado.
Let freedom ring from the curvaceous slopes of California.
But not only that:
Let freedom ring from Stone Mountain of Georgia.
Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee.
Let freedom ring from every hill and molehill of Mississippi.
From every mountainside, let freedom ring.
And when this happens, when we allow freedom ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual:
Free at last! Free at last!
Thank God Almighty, we are free at last!
A 4 de Abril de 1968 foi assassinado em Memphis,Tennessee.
“Eis a cidade morta, a solitaria Goa seus templos alvejando num palmar enorme! Eis o Mandovy-Tejo, a oriental Lisboa, onde em jazigo régio imensa gloria dorme”
Jaz em tristeza imersa a tétrica cidade! O turbilhâo dourado, o estrondear da festa envolve-os em seu corpor a mística saudade e abisma-os no mistério a pávida floresta.
Nós somos do passado a tímida memória buscando os seus avós no palmeiral funéreo que apenas sobredoura um ténue alvor de gloria como de fátua luz se esmalta um cemitério”