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Luanda


















Fico malaíko com as cenas que constato
Queres ver Luanda, vê primeiro Ecos e Factos
Se água tem, energia não tem.
Se energia tem, água não tem,
nem tudo tá sebem.
A maioria não se importa é só tchillar
Sexta farrar,
sábado no bar,
segunda a kubar.
E Luanda vai morrendo lentamente.
Sem jovens para erguer uma capital diferente.
Se não formos nós, quem fará por nós?
O estrangeiro explora e foge
nunca querer saber de nós.
Não há estrilho, para tudo existe um prazo.
Nossa existência não é obra do acaso.
Digam de que forma a gente vai criticar,
vai relatar, não só Luanda,
Angola vai mudar.

Só a mudança para sarar minha ferida,
ua ué Luanda, amor da minha vida.

Essa é a minha, a tua, a nossa, vossa banda.
Essa é a minha, a tua, a nossa, vossa Luanda.

A preto e branco, como vês, nua e crua,
crua e nua,
conclusões efectua
O kimbundo? nana.
O português? Fala-se mal!
Não é normal,
em termos de linguagem, tá-se mal.
Luz, niente, água, niente.
É melhor eu me calar para não ser inconveniente.
O tempo da TPA, quase todo já foi-se.
Porque quase todos têm em casa, a Multichoice.
Channel O, MTV, KTV, CBC, SIC, Globo, RTPI.
Sim, a globalização tem força,
vemos outras culturas e esquecemo-nos da nossa.
Tu vês que eu não falo a toa.
Roulottes em Luanda é tipo cafés em Lisboa.
Reparem só, analisem com atenção:
sobre o preço da gasolina, sobre o preço do pão.
Sobe quase tudo, só o salário que não.
Bwé de makas, bwé de estrilhos, bwé de kilingas mayuya.

Mas mesmo assim, minha Luanda kuia.
Mas 'inda assim, minha Luanda kuia.
Mas mesmo assim, minha Luanda kuia.
Mas 'inda assim, minha Luanda kuia.

Bem-vindo a Luanda, a cidade que acontece,
onde todos são pausados, todos são kaenches,
onde há bwé de problemas, mas ninguém tá preocupado.
Muitos passam fome, mas tão sempre bem grifados.
Não há retalhos, problemas é a grosso.
Tá na moda formar grupo e dar com catana nos outros.
Tem dicas para rir, tem dicas pra chorar.
E o Luandense até nos óbitos, gosta de se mostrar.
Isso é Luanda, ninguém respeita nada.
Com conversa, não se entendem,
só se entendem com porrada.
Fico malaíko com o clima da cidade,
na porta da discoteca, todos são celebridade
Ninguém pode esperar, todo mundo quer ser visto.
"Hey brother, sou VIP". Comé, brother, evita isso!
Esse mambo tá empestado de ilusão,
Luanda é uma selva onde todos querem ser o leão.



Kalibrados








Luanda sob fortes chuvadas

Luanda_chuvas.gif

Imagens gentilmente enviadas pelo amigo Aires Bustorff através de email




Luanda, belíssima nos seus 431 anos... e tão vulnerável.
Luanda, uma cidade paralisada pela intempérie.
Luanda, 82 mortos...e a ameaça de epidemias.
Luanda, cinco milhões de habitantes e infraestruturas para uma população com 1/10 dessa grandeza.
Luanda, a Luanda que sofreu não foi a da Cidade Alta...
Na Luanda da Cidade Alta já ninguém se lembra, envolvidos que estão em 1001 planos de Protecção Civil, sempre anunciados, nunca cumpridos...
O nobre e resistente povo angolano continuará a resistir na adversidade e na miséria.
Até quando??
A que preço??

Um abraço solidário!

Raio de clima, o europeu, onde não chove quando faz calor!

Esta exclamação da IO lembra-me a primeira noite que passei em Luanda no regresso a Angola.

Havia sido um dia cheio de emoção... Todas as palavras aqui me parecem inexpressivas para descrever esse regresso.
Um dia feliz que começara na véspera... Um dia de 48 horas!
Cansado e tranquilo adormeci.
A meio da noite, subitamente, um barulho ensurdecedor...
Abri os olhos, vi os raios iluminarem o quarto, a chuva a cair impiedosamente...
«Rebobinei o filme»... perguntei-me onde estava, obtive como resposta Luanda...
Considerei de imediato a situação normal, voltei-me para o outro lado, sorri e voltei a dormir...
Sonhei que estava na varanda de minha casa, 23 anos antes, em Mbanza Congo e assistia, sobre o vale do Rio Lueje, a um dos mais belos e poderosos espectáculos da natureza - uma trovoada em África!
De manhã, ao levantar-me, deparou-se-me isto...
Fabuloso!












Luanda 1996

Antes de aterrar no Aeroporto 4 de Fevereiro no dia 10 de Abril, há nove anos atrás, tentei recuperar ao máximo tudo quanto recordava de uma cidade espantosa.
Ia comigo a vontade de poder, mesmo que modestamente, contribuir para melhorar a limpeza urbana da cidade.
A minha frieza analítica e profissional e o africanismo, superavam largamente o ruído de fundo constituído por toda a lengalenga da «chapa 5», que o jpt tão bem descreve na sua Ma-Schamba, bem como a ideia estúpida e racista de que «não há pedra sobre pedra».
Luanda, entre a interrupção da Guerra Civil e o seu recomeço era, em 1996, uma cidade que denotava a grandeza que lhe conheci em meados da década de 70 e mostrava abundantemente todas as chagas derivadas dessa mesma guerra e do facto de as infraestruras da cidade, nomeadamente no saneamento, não suportarem mais que as 500.000 pessoas para as quais estavam dimensionadas.
O transporte do aeroporto para o local de acolhimento deu para fazer um primeiro balanço - infraestruras degradadas mas muito longe do cenário caótico que os «profetas da desgraça» sempre traçam.
Relembro desses momentos de reencontro o calor imediato do povo angolano, que já conhecia mas que, no meio de tanta tragédia, julgava ter sido duramente golpeado.
O povo angolano tem um orgulho e uma coragem inacreditáveis.
Recordo a viagem entre a Aeroporto e o local de alojamento e a música que ouvi - Song for Guy, por Elton John. Curioso, porque foram desta melodia os últimos acordes musicais que ouvi em Luanda quando, quatro mese e meio depois, parti.
Tive a felicidade de ficar instalado num «aldeamento» para cooperantes na Estrada de Catete, município de Kilamba-Kiaxi, muito perto já de Viana.
Poderá ser paradoxal dizer isso de um local em que estavamos guardados por «armários», de óculos espelhados, portadores de AK-47.
Tenho, para mim, que estando em contacto directo com o povo e tendo a percepção, por via organizacional das questões tecnicas e profissionais, podia ter uma visão mais perto da realidade do que teria se acaso ficasse, principescamente, instalado nalguma unidade hoteleira.
Verifiquei, na visita efectuada á cidade, nesse primeiro dia que, a limpeza urbana era bastante má mas havia ainda assim uma diferença - a «cidade de alcatrão» apesar de má, estava melhor que as áreas limítrofes, os musseques e os bairros populares.
Fiquei a saber que a minha missão era colaborar nos aspectos organizativos e operacionais da limpeza, no que diz respeito á «cidade de alcatrão».
Verdadeiramente pouco... mas verdade, também, que não havia nem meios, nem tempo para efectuar tudo o que deveria ser realizado.
Os documentos que ficam são aspectos desse trabalho.


.. Posted by Hello

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Sei que muitas alterações ocorreram. A limpeza deixou de estar a cargo da ELISAL. Sei que há muitas melhoria... no centro da cidade. Sei que muito está feito mas há uma imensidão de coisas por fazer. Sei que nos musseques continua quase tudo, invariavelmente, na mesma.

Melhores dias virão.
Sei que Luanda não era uma cidade suja e voltará a ostentar, para o bem dos seus habitantes, um ambiente mais limpo e saudável.

Esta «conversa» toda foi-me «sugerida» pelo post da amiga IO no seu laurentino e espantoso Chuinga pelas diferenças entre Maputo e Luanda.
Tinha que defender aminha «dama»!

Voltarei a Luanda e conhecerei Maputo e igualmente o, dizem, lindíssimo Bilene de quem a minha Maria «morre» de saudades.

Convite

Agora que o fim de semana está aí, convido-os a vir até á Ilha, á Praia do Afrodiziakus, a última, antes do Barracuda.

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É aproveitar que o cacimbo está á porta e, com isso, acabam os banhos.
Ver este pôr do sol.

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Sentados, com isto á frente e, mesmo não devendo, puxar disto, comprado junto num cruzamento da Estrada de Catete, aos miúdos, bem perto da Vila Alice, acendendo-o com isto.

E esquecer, aquecendo a alma e o corpo!

Bom fim de semana a todos!

Encontramo-nos lá.

Hoje apetece-me passear...


Mercado do Benfica, Luanda Posted by Hello

...e esquecer-me no fascínio das cores e das formas da arte africana.
Apetece-me comprar ginguba á quitandeira e ir beber uma Cuca no primeiro bar popular na berma da estrada.
Apetece-me ouvir kimbundu sem perceber uma palavra e estremecer ao ritmo da música angolana em altos berros da aparelhagem...
Apetece-me, em Benfica, por entre arte e uma Cuca, falar de Mantorras e desse outro Benfica, longínquo que poderia, perfeitamente, ter ontem iniciado uma obra prima...
Apetece-me...

Deixem-me «basar» daqui para fora!

Perante o espectáculo degradante a que somos (já) obrigados, aqui em Portugal, a assistir a cada momento que passa, nada como «emigrar» daqui para fora.
Virtualmente...
Regressar a Mbanza Congo ou a Luanda.
Viver locais e pessoas que podiam, com plena justificação, fazer o discurso do desgraçadinho e da auto-comiseração e que, contudo, lutam a cada segundo que passa pela vida.
Perante as dificuldades inventam soluções novas para problemas cada vez mais dramáticos.
Um dia serão grandes entre os povos...
Nós vamos continuar a debater-nos com a pena que temos de nós.
Não precisamos ter a riqueza de Angola, bastará que venhamos a ter a organização social do mais pequeno e mais rico país da Europa - o Luxemburgo.
O nosso destino de cegos está intimamente ligado áqueles que apenas têm um olho!!
Infelizmente!

Pôr do sol na Ilha


Praia do Afrodiziakus, Julho 1996 Posted by Hello


Montes da Lua (Luanda) - "Mar da Tranquilidade" Posted by Hello

Inesquecível


As sublimes cores de um pôr do sol africano
(Luanda - Ilha do Cabo - Praia do Afrodiziakus - 1996) Posted by Hello

Luanda


30Ago1996 - 07:00
8 anos de distância e de saudade
Saudade desfeita após 22 anos
Regresso ocorrerá... é o feitiço de África Posted by Hello