Quem sou eu?





Hoje sou um corpo sem alma
Que vagueia perdidamente pelas esquinas
dos sonhos impossíveis
Sigo à deriva nas asas pesadas
de um triste condor
No céu dos meus dias abstratos descansam
nuvens cor de chumbo
que esfacelam a dor
No espelho do tempo esqueci de
enaltecer as utopias e
segui uma viagem ao meio do nada
No peito carrego um coração seco e
uma vida abstraída de emoções
Tudo é nada
Abri as portas do infinito do meu ser e
encontrei o vazio
Amanhã não sei quem serei
Ou o que serei!
Não importa!
Tudo é mistério
Quem sabe a terra do nunca habitarei
Lá a felicidade invisível abraçarei e
nos braços das vãs ilusões morrerei!


Zena Maciel
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