De asas sob a terra


















Beijo o teu rosto, Luanda,
malar vigília de pássaros
estrangulados

cheira a crepúsculo e água
teu sexo aberto
ao gume dos astros

ó tambor do sangue
espuma de um
tempo de metal à proa

que mãos
te alijam o som
de asas sob a terra



José Luís Mendonça
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