Portuguíndio






















Foto de Ricardo Pestana, aqui




Às 21 h e 50 min do Rio de Janeiro - Brasil
- em homenagem à Pátria-Mãe do Brasil

Navego-te, sou um menino,
Oh, ilustre Portugal,
Nos sonhos que descortino,
Rumando ao teu litoral.

Se não disponho de nau,
Eu apenas silencio,
Escolho o verso ideal
E pronto: tenho um navio !

E aporto logo em teu Tejo,
Beijo os versos de Pessoa
E tantos outros que vejo:
Florbela, Régio... a alma voa ...

Bocage, Camões... Sá Carneiro
Tantos míticos poetas...
E faço-me prisioneiro
De tua história inquieta...

Vislumbro tua Lisboa,
Teu Porto, tua Marinha...
A tua gente tão boa...
Teus castelos, tuas vinhas

E nesse ato de amar-te,
Buscar-te e um dia ver-te
Contento-me em sonhar-te,
Que estranho... sem conhecer-te.

Abro meus olhos felizes,
E esse amor repentino
Se faz em vários matizes
Tenho os sonhos de um menino...

Mergulho num tempo antigo
E o meu avô português
De olhos azuis, ri comigo
E diz: - Sabes quem te fez ?

...Uma índia brasileira,
Que um dia arremessou
Uma flechada certeira
No peito do teu avô !



Luiz Poeta
In Voando Fora da Asa
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