Raízes...



















O sangue rubro que corre em minhas veias
É herança das velhas gerações africanas,
Negróides tribos habitantes das aldeias
Das planícies togolesas e quenianas.

Há no meu olhar, que as vezes se inflama,
No pranto oculto que minh'alma chora,
A mesma dor que aflige meu irmão de Gana,
O mesmo sonho do meu irmão de Angola.

África! Terra mãe dos meus ancestrais,
Berço que embalou os sonhos dos meus pais
Onde, um dia, viveram livres e felizes...

A ti meu eterno preito de gratidão,
Pois, nas profundezas do teu negro chão,
Estão fincadas as minhas negras raízes!...




Agenor Martinho Correa
In "Para onde caminha a Humanidade"
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