De que raio estamos á espera???
























Não é habitual debruçar-me por estas bandas com assuntos de actualidade… mas torna-se irresistível.
A poluição é tanta.
A desinformação é de tal ordem.
A insensatez está a um nível inultrapassável.

Por acaso alguém será capaz de parar para pensar no futuro das gerações mais jovens e, inevitavelmente, no destino a dar ao país???
Parece-me que não!

O governo, ciente da sua “certeza”, não abdica de nada.
A oposição, porque só existe na condição de ser obstáculo e de criar dificuldades e embaraços – qualquer que ela seja ou tenha sido! - eleva cada vez mais os sound-bytes indispensáveis á criação de um clima emocional do qual possa tirar proveito.

Mas que alternativas a esta miserável situação??
Há que prosseguir cegamente???
Há que parar para pensar???

Que o clima eleitoral que se vive justifica a berraria toda – já o sabemos!
Que nestas circunstâncias a emoção prevalece sobre a razão – é evidente!
Que todo este impasse na Educação (e noutros sectores, também…) – que se vive desde há 34 anos! – é dramático para o país – até um imbecil o sabe.

Lamentável é que não se tenha parado para pensar… O tempo do PREC passou há muito e alguma tranquilidade foi devolvida entretanto.

Vou colocar tudo em causa!

O sistema educativo está obsoleto porque não corresponde ás necessidades do país e hipoteca o seu futuro.
É sabido que qualquer moldavo, escandinavo, esloveno que, honestamente, dê no nosso país o seu suor para a riqueza e o desenvolvimento do nosso país, e tenha conseguido trazer a sua família, fica perplexo com a desorganização, insegurança, falta de exigência e de trabalho nas escolas portuguesas.
Ninguém é capaz de negar isto!
Nem o Dr. Mário Nogueira…nem a Ministra da Educação, ou será que são???

Se o 25 de Abril era necessário para democratizar o acesso á educação e ao funcionamento das escolas a verdade é que obliterou por completo a exigência, negou a competitividade e caucionou o desenvolvimento da mediocridade.
Nem 34 anos chegaram ainda para se ver o inevitável.
E também não há o menor esboço de coragem política para pôr cobro a este estado de coisas.

Se antes prevalecia o elitismo, agora passamos a conviver com multidões de licenciados sem emprego, alunos que abandonam a escola e níveis assustadores de iliteracia.

Ao poder discricionário, e muitas vezes violento, dos professores sucedeu a anarquia governada pelas RGA’s e a esta sucedeu uma mixórdia que pretende estabelecer o equilíbrio (?!?!?) entre professores, pais e alunos.
Ao terror exercido pelos professores sucedeu o enxovalho e as ameaças a estes.

A situação é tão grave que os pais foram transformados numa espécie de “Comissão de Melhoramentos” da escola que tem, inclusive, como fim angariar na sociedade que a envolve meios de subsistência á própria escola.
É evidente que “não há almoços á borla”… e os pais que integram as Comissões de Pais, além do que já foi dito, mais não fazem que garantir a segurança e a transição de ano dos seus rebentos.
Ainda não conheci uma criança dessas que não tenha transitado…
O que vem mostrar a desorganização do sistema e a confusão existente.

Salvo melhor opinião, os professores devem dedicar-se a actividades lectivas e de gestão da própria escola; os alunos devem estudar e serem-lhes concedidas todas as oportunidades e condições de aprendizagem; os pais devem assegurar a educação (princípios de vida, de sã convivência, de aprendizagem da diferença e de democracia, de respeito dos seus direitos e dos direitos alheios) dos seus filhos; finalmente, ao Ministério cabe a obrigação inalienável de arquitectar um sistema educativo funcional, lógico, que valorize todos os intervenientes, que os integre e os forme para a sociedade, que assegure a todos os que tem capacidade e vontade de seguir os estudos as melhores condições de excelência, não descurando a obrigatoriedade de formar em estabelecimentos, apetrechados para o efeito, de todos aqueles que pretendam enveredar por vias profissionais e técnicas.

Não é isto, de todo, que assistimos… infelizmente!

Foi decretado que todos, sem excepção, têm que ser doutores, embora o canudo de pouco lhes sirva ou, no mínimo têm que andar a penar inutilmente pelos corredores escolares sem proveito nem glória…saindo da escola com um certificado que de nada serve.

Se antigamente um burro carregado de livros era um doutor… hoje nem o carregamento de livros, em alguns casos, estabelece qualquer diferença entre uns e outros.
A situação é tão lamentável que quem queira singrar, estando habilitado com grau académico, tem que obter pós-graduação em qualquer universidade britânica, francesa ou americana. Ou seja, a excelência, a disciplina e a exigência que deveriam ser componentes obrigatórias do sistema são adquiridas… no estrangeiro.

Acresce, como sempre, que como não nos é dado valor no nosso país ou, quem tem ideias e vontade de progredir e investigar é, regra geral, tido por lunático e estúpido ambicioso, acabamos por exportar as nossas melhores capacidades do mesmo modo que exportámos (e continuamos a fazê-lo…) mão de obra que honra não só a produtividade, a capacidade inventiva e a adaptabilidade do trabalhador português que só não é reconhecido por essa súcia de sumidades a que alguns chamam, pomposamente, empresários portugueses.
Daí que a “ideia” (infeliz e preconceituosa) de Manuela Ferreira Leite relativamente á ajuda no combate ao desemprego em Cabo Verde e na Ucrânia que o nosso país proporciona, seja uma aberração proveniente de alguém com vestígios de alguma doença degenerativa…
Angola, África do Sul, Espanha, Reino Unido… e outros são grandes auxiliares da luta contra o desemprego em… Portugal!

O dramático é que não disse… que exportamos a nossa classe média, bons cérebros, iniciativa e importamos mão de obra barata e ilegal, na maior parte dos casos.
Na verdade ninguém esperava esse rasgo…

Voltando atrás… á educação e ao sistema de ensino deve ser repensado tudo.


-Pré-primário
-Primário
-Secundário (Liceal ou Técnico)
-Superior

-Gestão da escolas pelos professores
-Responsabilização do ministério por todos os aspectos de apoio regulamentar, logístico, lectivo e organizativo
-Acompanhamento das actividades por parte dos pais
-Garantir o cumprimento obrigatório de todos os programas

-Cultura de exigência
-Prémios á excelência
-Exames nacionais exigentes em cada fim de ciclo
-Retoma dos incentivos ao estudo que eram as “Dispensas de Exame” a partir de determinado nível de aproveitamento de excelência

-Criação de Escolas Técnicas para as várias opções vocacionais, devidamente apetrechadas tecnológica e humanamente
-Voltar a criar condições á dignificação da actividade lectiva
-Assegurar segurança e dignidade ao espaço escolar
-Não recear as medidas adequadas disciplinares ou outras que tenham que ser tomadas
-Adequar a escola ao ambiente envolvente e á composição étnica e cultural
-Promover a integração e o desenvolvimento

-Admitir que a única forma justa (e eficiente) de avaliar os professores é através dos resultados obtidos pelos alunos, em absoluta equidade, com provas nacionais e anuais.
-Promover incentivos á assiduidade dos professores criando forma integrada de avaliação, conjuntamente com os resultados lectivos


Quem discorda???
Quem tem medo???


Nós conseguimos fazer um país melhor??? Claro que conseguimos…
Como??? Só a educação e a formação o permitem.

De que raio estamos á espera???
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