Autópsia de uma «derrota»




- O PS com os seus 1 931 564 votos, em 2005, apesar de todos os nacionais-protestantes que dizem ter-se manifestado nas urnas, ainda foi buscar 40 849 eleitores a mais relativamente a 2001!
- Estes 40 849 «infelizes» representam 30,14 % do total de votantes (135 499) que de 2001 para 2005 sairam da abstenção (- 0,85 %) ou entretanto se recensearam!
- O PS em 2001 fez 3 coligações, não tendo vencido em nenhum dos casos. Repetiu o mesmo resultado em 2005 não tendo efectuado qualquer coligação.
- O PSD que em 2001 havia efectuado 44 coligações que sairam vencedoras em 17 casos (38,63 %), necessitou de fazer 61 coligações em 2005 para vencer em 20, com a «superior» eficácia de (32,78 %)!
- Lisboa e Porto não constituiram derrotas porque não se pode perder o que não se tem.
- A conta de débitos e créditos é curiosa:
PS - Perde 4 Câmaras

PSD - Perde 4 câmaras. Necessita de «muleta(s)» para passar de 16 para 20 nas
coligações.

Digamos que, contas feitas, PSD está rigorosamente na mesma e o PS perde para a
sua esquerda.


Não encontro matéria para depressões.
Não vejo qualquer razão para triunfalismos.

Se isto é a tal derrota absoluta, calcule-se, para a direita, o que teria acontecido se não fossem os nacionais-protestantes!!

Já agora uma questão pertinente... Será que, uma vez que Rui Sá deixou de «contar» no Porto, a CDU irá suportar na Assembleia Municipal de Lisboa o «governo» de Carmona Rodrigues?? Será que para isso irá negociar alguma pasta para o director do Avante??
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