(A Estáline)


























Vivemos num país ora irreal e estranho;
Não há quem nos ouça a dez passos de distância.
Mas quando cochichando temos conversado,
o montanhês do Kremlin sempre é nomeado.

O dedo grosso, verme gordo, gesticula.
Suas palavras chegam como um forte murro.
Bigodes de barata são de riso amável,
O cano das suas botas brilha de impecável.

Seu bando de senhores está sempre a postos,
Brutais semi-humanos á sua ordem tortos.
Decretos incessantes, como pontapés
Acertam-nos nos olhos, baixo-ventre, testas.

Tem busto atlético, da Geórgia uma beleza.
E cada nova morte é sua sobremesa.





Recordar, nas palavras de Osip Emilievitch Mandelstamm, traduzidas por Jorge de Sena, 128 anos depois do seu nascimento, esse monstro que foi Joseph Vissarionovich Dzhugashvili (Estalin)





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1 Response
  1. gotaelbr Says:

    Boas-Festas Amigo. Retribuo sua visita ao ForEver PEMBA desejando-lhesaúde, Paz e prosperidade nesta Quadra Natalina e no futuro.

    Jaime