Angola




Não nasci do teu ventre
mas amei-te em cada Primavera
Com a exuberância de semente...

Não nasci do teu ventre
mas foi em ti que sepultei
as minhas saudades
e sofri as tempestades
de flor transplantada
prematuramente...

Não nasci do teu ventre
mas bebi o teu sortilégio
em noites de poesia
transparente...

Não nasci do teu ventre
mas foi á tua sombra
que fecundei rebentos novos
e abri os braços
para um destino transcendente...

Angola,
não serás a terra do meu berço
mas és a terra do meu ventre!


Amélia Veiga
Poemas



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1 Response
  1. ongueva Says:

    Obrigada por incluir o m/ poema "Angola" na s/ página, em breve n/ bancas "As Lágrimas da Memória", m/ ultimo livro
    Amélia Veiga